Os grandes homens deixam seus nomes impressos nas linhas da história e que, muitas vezes, tornam-se esquecidos. O poeta e jornalista Guimarães Passos, cujo nome verdadeiro é Sebastião Cícero Guimarães Passos, nascido em Maceió aos 22 de março de 1867, vindo a falecer no dia 09 de setembro de 1909, sendo filho do tabelião e estudante primoroso do saudoso colégio alagoano Lyceu Alagoano.
Jovem ainda, publicou seu primeiro livro de poemas amorosos e sátiras, cujas publicações lhe renderam algumas inimizades. Era homem da noite, gostava da boêmia, notadamente na zona portuária da cidade, levando seu pai a mudar-se para o Rio de Janeiro.
Dada a sua inteligência cultural, conviveu com os escritores e intelectuais mais famosos da época, a exemplo de Coelho Neto, Olavo Bilac, Arthur Azevedo, José do Patrocínio e outros. Nessa época, os cafés, vivia uma vida cheia de dificuldades e, como Guimarães Passos não dispunha de dinheiro, vivia sob as extensas de seus parceiros de noitadas.
Era primoroso jornalista, tendo colaborado com a Gazeta da Tarde, a Gazeta de Notícias, A Semana. Publicou artigos esparsos, crônicas, usando pseudônimos como Filadélfo, Gill, Tim e Furtunio.
Trabalhou na biblioteca da quinta imperial. Frequentou círculos literários da época, onde conheceu Elza, filha do Barão de Managuape, vindo a se casar aos 23 anos de idade. A esposa, contudo, com o falecimento da mãe, veio posteriormente a falecer com 21 anos de idade.
O imortal Guimarães Passos, em sua vida agitada, teve desentendimentos com o presidente Marechal Floriano Peixoto, mudando-se para Curitiba. Posteriormente, exilou-se na Argentina, passando a colaborar com os jornais portenhos, tendo publicado o livro Horas Mortas e a canção A Casa Branca da Serra.
Ao término do governo de Marechal Floriano Peixoto, voltou ao Brasil, unindo-se aos famosos José Veríssimo, Laurindo Rabelo e Machado de Assis que, sob o ideal de Joaquim Maria Machado de Assis, fundaram a ABL (Academia Brasileira de Letras) no dia 15 de dezembro de 1896, onde Laurindo Rabelo foi agraciado como patrono e Machado de Assis como primeiro presidente.
Estes e outros tantos nomes parecem que estão no ostracismo da história, quando a história deve ser preservada por aqueles que são verdadeiros êmulos para os que vierem depois.
Se quiser, também posso deixar o texto com pontuação ainda mais refinada no estilo acadêmico ou histórico, como costuma aparecer em livros de história ou crônicas literárias.
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