Ela é uma pessoa completamente apaixonada por Santana, mesmo não demonstrando isso. Não costuma visitar sua terra. Mas, há um detalhe muito importante. Sabe tudo que acontece com sua terra e com seu povo, por meio do Portal Maltanet.
Todos os dias ao chegar ao trabalho, ler as novidades no Mural de Recados, destinado aos olheiros. Logo depois, vê o que há de interessante na parte de Literatura. Não que o seu oficio seja moleza, que tenha pouco a fazer, nada disso, ao contrário. Ela chega mais cedo, antes que comece o seu horário de trabalho.
Talvez alguém já tenha perguntado: se gosta tanto de sua terra e de seu povo, por que se nega a visitá-los como as outras pessoas que os amam? Quem sabe ela não responda. Não precisa responder. Basta ter conhecido o grande amor que teve por seu querido pai. E com certeza, ao voltar à sua querida Santana, dos nossos amores, não suporte a ausência daquele que definitivamente, fora o grande amor de sua vida.
Luciene, minha querida irmã, não conversamos sobre isso. Nem é preciso. Porque temos Nossa Querida Mãe Santana, nossas histórias, nosso povo, nosso rio Panema, que, mesmo muito sujo, ainda o fotografamos. Temos nossa feira, onde compramos frutas e legumes fresquinhos, ainda encontramos os doces que eram denominados tijolos, com os sabores de jaca, de leite, raiz de imbu (como falam os vendedores nas calçadas da feira). Tudo isso enriquece nossa cidade e nos faz lembrar um passado que não morreu. Um passado que continua vivo, não só em nossa memória.
Não é passado para os que continuam lá, em suas labutas diárias, como as nossas, os que estão um pouco distante fisicamente. Mesmo assim, querida irmã, você não tem coragem de olhar o lugarzinho vazio. O lugar que ele gostava de ficar na área de nossa casa. A cadeira continua lá, ele continua entre nós. O seu amor marcou nossas vidas para sempre. Sebastião Pacifico, somos felizes porque somos seus filhos. Ontem, após a missa em homenagem aos pais, cantamos “utopia”, música de Pe Zezinho. Com certeza, houve emoção.
Agora, todas às tardes de domingo, ao nos reunirmos, somos recebidos por nossa querida Luciene (Nim), como é chamada por todos os sobrinhos, com o hino e as fotografias de Santana. Graças ao ilustre presente de Malta.
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