Quantas bocas alimentei
No vazio das paixões,
Quantos sonhos concretizei,
Quantos desejos despertei
Aos mais frágeis corações?
Quantos sabores provei
Dos batons de tantas bocas,
Por quantas mãos passeei
E quantas noites passei
Nos desejos de ânsias loucas?
Quantas promessas ouvi
Entre casais apaixonados,
Quantas frases de amor
De carinho e dissabor
Foram ditas ao meu lado?
Sou um ser inanimado
Que nada posso expressar,
O meu trabalho é um fardo
Sendo por muitos chamados
De simples COPO DE BAR.
Aracaju/SE, 30/05/2011.
Poesia publicada no livro LEMBRANÇAS GUARDADAS (SWA Instituto, 2022 p.53)
COPO DE BAR
PoesiasRemi Bastos Silva 28/09/2026 - 01h 24min
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