Foi na sexta-feira 17, início da festa da padroeira Senhora Santana. A boquinha da noite – como se diz no Sertão – festa da santa em andamento quando o trânsito virou um caos, um trânsito completamente enlouquecido que nada ficava devendo ao da capital da Índia. Após os percalços antes e em cima da hora, conseguimos chegar à Associação Comunitária Nossa Senhora de Fátima, na extremidade da Rua São Paulo, margem direita do rio Ipanema. O clima de festa estava por toda a cidade, inclusive, na periferia onde havia muitas comemorações, cujos bares e bodegas nunca venderam tanta bebida. Estiveram conosco nessa empreitada, presentes na Associação, os escritores Marcello Fausto o editor e escritor, jornalista José Malta Neto, o vereador Robson França e sua esposa, a minha primeira-dama, professora Irene Ferreiras das Chagas, o professor Walter Filho e vários membros da Associação, tendo no comando o presidente Cajueiro.
Todos os citados acima, usaram a palavra com muitos elogios pelo resgate em livro/romance, daquela comunidade e suas imediações. Finalmente estava sendo lançado um livro que contava história dos antecedentes daquela periferia dos idos de 1960, dentro da maior fidelidade possível. Romance feito, corrigido e sagrado, teve o impulso final dos escritores contemporâneos João Neto das Chagas e Luís Antônio, o Capiá, que serviram de Banco Central para a completa realização gráfica da obra. Esse foi um final de lançamento de livro em que saí feliz e aliviado pela tremenda incumbência da alma em resgatar parte da infância com AREIA GROSA.
Interessante é que entre algumas ilustrações do romance, consta um prédio que parecia um sobrado e que o povo o chamava “perfuratriz”. A única foto que se conhece daquele prédio histórico. Pois, a perfuratriz foi demolida no final do século passado e em seu lugar funciona hoje um prédio de primeiro andar, justamente onde foi lançado o livro AREIA GROSSA. A história dentro da história. Arrepiante! Não me lembro quem me disse que meus escritos são uma catequese. No início não entendi. Mas, se catequizar é coisa boa, continuemos a catequizar.
MISSÃO CUMPRIDA
CrônicasCleriavaldo B. Chagas 19/07/2026 - 22h 41min
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