Há exatos 155 anos, Águas Belas nascia como município autônomo da então sobranceira Província de Pernambuco, no Império do Brasil. Vivíamos a ressaca da Guerra do Paraguai, e o Brasil seguia governado pelo imperador D. Pedro II. Pernambuco tinha como presidente interino da província um bacharel do Recife, o doutor Manoel do Nascimento Machado Portella, figura de proa do Partido Conservador local.
Pela Lei Provincial nº 997, apartávamo-nos do Buíque, do grande Buíque, município de cujo território original surgiram outros, como Pedra, Tupanatinga e, a partir de Águas Belas, Itaíba e Iati.
Assinalemos que a submissão ao Buíque durou cerca de 17 anos, de 1854 a 1871. Dessa forma, estou a dizer que, em 1854, ano da criação do município de Buíque, Águas Belas passara de distrito de Garanhuns a distrito de Buíque. Da mesma forma, estou a dizer que, antes de 1854, tanto Buíque quanto Águas Belas foram povoações e, depois, distritos do município da Vila de Garanhuns, surgido em 1811. Temos, assim, uma ligação umbilical com Garanhuns, matrona sertaneja que gestou e pariu Buíque e Águas Belas, entre outros rebentos.
Vencidos 155 anos desde a nossa emancipação, vencido mais de século e meio, portanto, desde o memorável 13 de junho de 1871, estamos cá nós, no coração da antiga povoação do Panema, no coração do antigo distrito de Águas Belas, no coração da vetusta Paróquia de Nossa Senhora da Conceição das Águas Belas, para celebrar a antiga e a nova emancipações.
Clique Aqui e leia o artigo completo (Parte I)
DE BOTAS E ESPORAS: A FUNDAÇÃO DA CASA DAS ÁGUAS BELAS ( I )
LiteraturaPor Samuel Albuquerque (Professor da UFS, sócio do IHGB, do IAHGP e do IHGSE, orador oficial do IHGA 14/07/2026 - 11h 10min Jornal da Cidade (Águas Belas)
Comentários