Antes do início do século XXI, o charmoso edifício em forma de sobrado, bem perto do rio Ipanema foi demolido. Era ali onde havia o maquinário da chamada “perfuratriz”, que enviava água para o prédio do “Fomento Agrícola”, quatrocentos ou quinhentos metros acima, na Rua de São Pedro, onde se beneficiava o algodão em motor a diesel, lembra o escritor João Neto Chagas, este detalhe. Chamado simplesmente de Perfuratriz, o prédio era quadrado, cercado de janelas, calçada alta e inclinada. Recebia a sombra da tarde onde vários homens da localidade, costumavam descansar e dormitar, aproveitando a sombra. O telhado formoso tinha a cumeeira em forma de sobrado. Daí aquelas particularidades que chamavam atenção.
A sede do sistema, década de 20, prédio do Fomento Agrícola, encontra-se ainda nos últimos estertores. Ali estava o primeiro tanque de Corpo de Bombeiros de Alagoas. Mas, voltemos à Perfuratriz. Em seu lugar foi erguida a Associação Comunitária Nossa Senhora de Fátima, prédio com primeiro andar e que congrega os habitantes das proximidades do rio, na Rua São Paulo (trecho da antiga rodagem para Olho d’Água das Flores) e suas imediações. Do prédio da Perfuratriz, em Santana do Ipanema só existe uma foto tirada da torre de igreja. Onde ela está ao fundo da foto, longínqua e só quem a conheceu distingue. A última grande cheia do rio Ipanema, destruiu rua e muitas casas, chegando pela primeira vez na história, até aquele local. Ninguém morreu, mas os prejuízos faram enormes.
É dentro dessas lembranças em que lançaremos no próximo dia 17, às 19 horas, o romance AREIA GROSSA, cuja parte real estar registrada no livro, misturada à parte ficção. Prédios são lembrados, famosos lugares e 82 personagens reais apontados na mistura real e fictícia da trama. E como já foi dito antes, o romance AREIA GROSSA (título referente a um tipo de areia do leito do rio Ipanema) é uma formidável fonte de pesquisa para estudantes e pesquisadores da história santanense. O romance escrito por Clerisvaldo B. Chagas e financiado pelos escritores contemporâneos do epicentro da trama, João Neto Chagas e Luís Antônio, o Capiá, espera corresponder a todas as expectativas. Não haverá venda de livro. Os exemplares serão distribuídos gratuitamente entre os descendentes dos personagens reais.
EXPECTIVA
CrônicasCleriavaldo B. Chagas 12/07/2026 - 20h 48min
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