A uma semana do pleito. Motivados pelo clima de campanha eleitoral que vivemos, vamos compartilhar com você, definições e termos. Curiosidades, trazidas das redes sociais, sobre o tema eleições partidárias. Fatos pitorescos, uma boa dose de humor. E propostas eleitorais de candidatos ilustres. Alguns deles já nem mais estão entre nós. Porém, perpetuadas estão em suas obras, com suas incontestáveis ideias. Vale à pena conferir.
Vejamos, alguns significados de termos específicos de campanha eleitoral, de hoje, e do passado. COMÍCIO: do Latim “comitium” [vem da Roma antiga] era lugar físico, no Fórum Romano, onde os cidadãos se reuniam para votar, tomar decisões políticas e discutir assuntos jurídicos e religiosos. Uso moderno: na atualidade o termo virou sinônimo de encontro político ou eleitoral ao ar livre, onde candidatos discursam para eleitores e simpatizantes.
CABO ELEITORAL: origem do termo, surgiu de uma metáfora, do tempo do Coronelismo, que associava uma campanha política a hierarquia militar, e a mobilização de uma tropa para uma frente de batalha. Atualmente refere-se a qualquer pessoa contratada ou voluntária, para atuar numa campanha, no trabalho de rua, distribuindo material e tentando convencer eleitores a votar em determinado candidato.
CURRAL ELEITORAL: tem origem na Primeira República [República Velha – 1889-1930] Nessa época o voto era aberto, e não secreto. Os coronéis exerciam forte controle nas populações, predominantemente rural. É dessa época também o surgimento da expressão: “voto de cabresto”. Atualmente a expressão continua sendo usada, para designar regiões ou redutos onde determinado político mantém forte influência e controle sobre os eleitores.
SANTINHO: É o panfleto com a propaganda eleitoral contendo basicamente: foto, nome, número, partido eleitoral e slogan do candidato. Por que o nome Santinho? Pelo fato de lembrar, pelo tamanho, aqueles cartões de santos da igreja que as pessoas costumam carregar no bolso ou na carteira. É permitido, por lei, levar para a seção eleitoral, como uma espécie de “cola” [consulta] na hora de votar. O que não é permitido é, por má fé, “esquecer” o santinho lá na cabine de votação.
De onde vem a palavra PANFLETO? Do período Medieval. “Durante uma época, circulou na Europa um poema anônimo, escrito em Latim: “Pamphilus seu de Amore” [Pânfilo sobre o Amor]. Para se manter no anonimato o protagonista criou esse pseudônimo “Pamphilus” que vem do grego pan= tudo/todos + philos- amor/amigo.” Daí surgiria o termo Panfletagem, que, em período eleitoral, é a distribuição de propaganda dos candidatos: panfletos, cartilhas, folhetos, adesivos, botons etc. Está tudo descriminado, no site do Tribunal Superior Eleitoral o que é permitido e proibido.
ZERÉSIMA e B.U. No site do TSE existe um glossário com mais de 300 verbetes, sobre este tema. Achamos conveniente trazer de lá, esses dois Zerésima é um documento gerado pela urna eletrônica que comprova o registro de “zero” votos, para nenhum candidato naquela urna. Atestando que a mesma está apta para iniciar a contagem dos votos. B.U. é o Boletim de Urna que é emitido após o encerramento da votação. Neste de cá, constará: o número de votos destinados a cada partido e candidato. Além do total de votos brancos e nulos, o total de eleitores que compareceram e votaram naquela urna.
Por que PARTIDO POLÍTICO? Partido, do verbo em Latim “partire”: partir; dividir; separar. Significando uma fração, ou uma “parte” da sociedade que compartilha das mesmas ideias, interesses, e opiniões. Político, do grego “politikós” algo relativo a cidadão, ou assuntos da cidade.
ESCRUTÍNIO. De onde vem essa palavra? Vem do Latim “scrutinium” que refere-se a ação de pesquisar, sondar ou examinar minuciosamente. Curioso é que vem de “scrutari”, que significa “catadores de lixo”, na época de Roma antiga. Isso porque eles reviravam o lixo meticulosamente, a busca de algo de valor. Contexto eleitoral: Refere-se ao ato de depositar o voto na urna [voto físico, de papel]. Bem como a contagem e verificação dos votos, após o encerramento da eleição.
FAZER BOCA DE URNA. Prática proibida por lei [9.504/1997] é a atuação de candidatos, correligionários e cabos eleitorais, próximo as seções de votação, com intenção de angariar votos. O limite, a ser mantido é de 100 metros de distância.
A EXPRESSÃO: “CARA PRETA”. Ultimamente quase em desuso. Já foi no passado, expressão amplamente difundida nos sertões do Nordeste brasileiro. Referia-se ao correligionário de determinado grupo político, que tentava se infiltrar no grupo adversário, com intenção de colher informações eleitorais.
A EXPRESSÃO: CANDIDATO PÓCA URNA: É uma gíria política típica do Nordeste do Brasil. Especialmente nos estados de Alagoas, Sergipe e Bahia. Criada com o sentido de ridicularizar candidatos de poucos votos nas urnas. “Póca”, do verbo “pócar”, significa “estourar”, “pipocar”, “furar”. Aqueles que obtinham resultados inexpressivos nas urnas. Isso porque, antes de existirem as atuais urnas eletrônicas, os eleitores votavam em cédulas de papel, que eram depositadas em uma urna de lona, previamente vistoriada e lacrada.
PASSEATA: Caminhada coletiva, por vias públicas para expressar apoio a determinado candidato; CARREATA: Desfile organizado de veículos automotores pelas ruas com o mesmo intuito; MOTOCIATA: Desfile organizado de motos [motocicletas] para manifestar apoio a um candidato. Termo contestado por estudiosos da nossa língua, que sugerem: “Motosseata”, uma vez que possui mesmo radical [sufixo] de origem: passeata. Do italiano “passegiata”. ADESIVAÇO: Evento político em que apoiadores se reúnem para colar adesivos, e outros materiais [bandeirolas, fitinhas, balões etc] de candidatos, em carros, e motos.
BANDEIRINHA. É das mais novas funções, surgida no mercado publicitário das campanhas eleitorais. Eles e elas estão às margens de vias e rodovias, nas rotatórias, nos canteiros. Portando bandeiras, trajando a camiseta, distribuindo material de campanha dos candidatos. Ficam horas, para receberem um valor que, segundo eles, vale a pena para quem está desempregado.
POR QUE NO PASSADO, SE VOTAVA EM 15 DE NOVEMBRO. E HOJE EM DIA, EM 04 DE OUTUBRO? Por que mudou, a data de votação das eleições? A atual Constituição da República do Brasil, promulgada em 05/10/1988, mudou as regras eleitorais. Antes coincidia com a comemoração da Proclamação da República [15/11/1889]. A lógica estabelecida buscou dar tempo suficiente: 3 meses, para os candidatos eleitos se organizarem. Para que tivessem acesso aos dados da gestão anterior, e fizessem a transição de governo de forma pacífica e transparente, antes de assumirem o cargo em janeiro.
UM POUCO DE FOLCLORE, NA POLÍTICA LOCAL. Em nossa cidade Santana do Ipanema, no passado, tivemos candidatos que, alavancaram sua campanha eleitoral usando de criatividade: Zé Pinto, candidato a vereador, aproveitando a cor da sua pele, e no seu santinho pedia: “Não Vote em Branco. Vote em: Zé Pinto “Preto!”; José Abdon Malta Marques, na condição de homem obeso, a frase a ele atribuída mais difundida era: “Vote Zé Abdon: Um Candidato de Peso!”; E tinha Júpiter o popular “Macarrão”. Utilizaria a rima, na sua propaganda: “Com Deus e o povo no Coração. Vote em Júpiter “Macarrão!”
Tínhamos aqui um empresário do ramo da construção civil, que toda eleição disputava uma cadeira na assembleia legislativa estadual. Certa ocasião em um comício no povoado “Bola” [atual Canafístula - AL] deu início a seu discurso, nestes termos: “Povo boliviano!” Imediatamente um assessor interveio corrigindo-o: “Boliviano não doutor, é bolense!” Ao que ele emendou: “Tem nada não. É tudo Brasil!”
Certo prefeito, de cidade ribeirinha do São Francisco, que jamais perdeu uma eleição. Por fazer uso de práticas pouco ortodoxas. Como as que citamos ali à cima, de: Curral Eleitoral, e o Voto de Cabresto, isso no apagar das luzes da ditadura. Seus eleitores eram trazidos da zona rural, em cima de caminhão. E “despejados” nas seções de votação, tão somente pra colocarem o dedo na ata de votação. Certa ocasião um matuto mais afoito, após proceder sua “assinatura”, aproximou-se do prefeito, e queria saber: “Seu prefeito, eu votei em quem mesmo?” E o político, enfático e filosófico respondeu: “Meu filho. Você num sabe que o voto é secreto.”.
A família Carvalho Cavalcante, tem tradição na política santanense. Coronel Manoel Cavalcante, o popular “Neca”, enquanto atleta atuou nos dois principais clubes da cidade: Ipanema A.C. e A. A. Ipiranga; tornou-se árbitro profissional credenciado pela CBF. Foi candidato a prefeito em 1996, não logrando êxito. Obteve cerca de 4 mil votos. Porém outros familiares chegariam à prefeitura: Marcos Davi Santos foi prefeito [2001 – 2004]; e à Câmara de Vereadores, os saudosos: João Francisco Cavalcante [9 mandatos] e José Francisco Carvalho Cavalcante [1 mandato: 1989-1992] este, tinha o apelido de “Véi Zé”. Conta-se, que dias antes da eleição inventou de “cadastrar” seus eleitores. Pegava o número do título eleitoral, e avisava: “Se eu ganhar cada um vai receber de mim, um dinheiro.” E concluía: “Agora, se eu não ganhar: Ninguém recebe P**** nenhuma!”. Um simpatizante do “Véi Zé”, o procurou para dizer do seu interesse em votar nele. Ao que ele prontamente diria: “Eu já estou eleito, vote em compadre João Santana!”. E ganharam os dois.
Nilvo era filho de Seu Abílio Pereira, conceituado comerciante de nossa cidade. Confiando na sua popularidade, Nilvo se candidatou a vereador. E lá estava ele, num palanque participando de um comício. Ao chegar sua vez de fazer uso da palavra, pegou o microfone. Alguns minutos se passaram, e, nada de Nilvo dizer nada. De repente declara: “Aí embaixo eu tenho assunto que só a peste. Agora aqui em cima eu sou uma rapariga!”
“Eleições Literárias 2026. Machado de Assis: Promete, acabar com as incertezas de traição conjugal. Todas, sem conclusão, ocorridas nos últimos 125 anos. [Dom Casmurro -1900]; Raphael Montes: Preocupado com a Segurança Alimentar pomete oferecer picanha à vontade, para todos, em jantares secretos. [Jantar Secreto -2016]; Fiódor Dostoiéviski: Promete acabar com a prática da impunidade na política brasileira. Todo aquele que cometer um crime vai conhecer o castigo. [Crime e Castigo -1866]; Ághata Cristie e seu Vice, Hércules Poirot: prometem não descansar até descobrir os responsáveis por todos os crimes corridos no Brasil. [De toda a Obra-1920]; J.K. Rowling promete criar o Ministério da Magia no Brasil [Harry Potter -1997]; Ariano Suassuna: Ao ser perguntado por que quis ser candidato, respondeu: “Não sei. Só sei que foi assim...” [Jargão do personagem Chicó, O Alto da Compadecida-1955]. By Dany Erthal, no Instagram.”
Outros assuntos. EXPRESSÕES EM LATIM bastante usadas, e talvez nem saibamos direito o que realmente significam. HABEAS CORPUS: Garantia judicial que dar direito a locomoção. Literalmente: “que tenhas o teu corpo”; DATA VENIA No meio jurídico significa: “Dada a licença” ou “Dada a permissão”. Literalmente quer dizer: “Com o devido respeito”; QUID PRO QUO Juridicamente: acordo firmado, onde haverá uma contrapartida. Literalmente: Trocar uma coisa por outra. Daí surgiria a gíria: Quiprocó: mal-entendido; confusão; ET CETERA [Abrevia-se: etc] Na literatura culta: “e outras coisas semelhantes”. Literatura leiga, ou comum: “e assim por diante.”
ÁRTICO E ANTÁRTICO. Os nomes das Calotas Polares do nosso planeta vêm do grego. Ártico: significa literalmente: “onde há ursos”, a denominação vem do ano IV a.C. Isso porque é justamente de lá, de onde dá pra ver as constelações das estrelas: Ursa-Maior e Ursa Menor; Antártico, exatamente o contrário: “onde não há ursos”. Mas os gregos não sabiam que na região Antártica não existia ursos [animais]. Teriam dado os nomes baseando-se unicamente nas constelações Ursas. A influencer digital Anna Kent [insta] acredita que essa coincidência seria apenas “malabarismo do destino”.
PAUSA PARA REFLEXÃO: “Gema se tiver doendo/ Sonhe se tiver dormindo/ Force quando for subindo/ Freie se tiver descendo/ Pague se tiver devendo/ Compre se puder pagar/ Só não se atreva comprar/ A quem já lhe ta cobrando/ Se o Socó tá se coçando/ Deixe o Socó se coçar. By repentista: José Hilton Meira Bezerra. Poesia matuta.
Informação Não-Verbal. GARRAFAS DE REFRIGERANTE: Por que elas possuem saliências no fundo? Diferentes da de água mineral que são lisas. Por conta de regras da física: Para suportar a pressão interna do gás carbônico, evitando deformações ou rompimentos durante o transporte e o armazenamento; ajuda na estabilidade; promove amortecimento de choques e diminuição do centro de gravidade, por se tratar de bebida gaseificada.
UM POUCO DE HUMOR
“Pra se fazer um Comício, em tempo de Eleição/ Não carece de arrudei, nem dinheiro muito não/ Basta uma F-4000 Ou qualquer mei caminhão/ Entalado em beco estreito, e um bandeirado má feito/ Cruzado em dez posição/ Um locutor tabacudo/ De cunverseiro cumprido/ Uns alto-falante rouco/ Que espalhe o alarido/ Microfone com flanela/ Ou vermelha ou Amarela/ Conforme a cor do partido/ Uma gambiarra véa, banguela no acender/ Quatro faixa de Bramante/ escrito qualquer dizê/ Dois pistom e um taró/ Pode até ficá mió/ Uma torcida pra torcer/ Aí é subir pra riba/ Meia dúzia de corruto, quatro babão, cinco puta/ Uns oito capanga bruto/ E acunhá na promessa/ E a pisadinha é essa/ Três promessa por minuto/ Anunciar a chegança, do corruto ganhador/ Pedir o “V” da vitória, dos dedo do eleitor/ E mandar que os vira-lata/ Do bojo da passeata, traga o homem no andor/ Protegendo o monossílabo, de dedada e beliscão/ A cavalo na cacunda, chega o dono da eleição/Faz boca de fecheclér, e nesse qué-ré-qué-qué/ Vez por outra um fuguetão/ Com voz de vento encanado, com os vivas dos babão/ É só dizer qué mentira, sua fama de ladrão/ Falar dos roubos dos hôme, prometer o fim da fome/ E tá ganha a eleição/ E terminada a campanha, faturada a votação/ F*da-se povo, f*da-se caminhão/ Promessa, méta e Programa/ É só mergulhar na Brahma, e curtir a posição/ Sendo um cabra despachudo/ De politiquice quente/ Batedorzão de carteira, vigaristão competente/ É só mandar pros otário, a foto num calendário/ Bem família, bem decente/Ele um diabo sério honrado, ela uma diaba influente/ Bem vestido e bem posado/ Até parecendo gente/ Carregando a tiracolo/ Sem pose sem protocolo/ Um diabozinho inocente. Poesia: COMÍCIO EM BECO ESTREITO. Composição: Jessier Quirino.”
O PESQUISADOR E UM ELEITOR
-Quem você Acha, que tem Condições de Governar o BRASIL?
-O Saci.
-Ôxe! Por que o Saci?
-É o Único que NÃO VAI PASSAR A PERNA NA GENTE.
E VIVA A DEMOCRACIA!
Créditos: Google.com.br; Copilot search; site do TSE; Facebook; Instagram; Infopédia; Dicio.com.br; significados.com; dicionário Priberam; letras.mus.com ;José Francisco Junior, o "China".
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