A frase-título de nossa crônica de hoje, subsiste ao clima eleitoral reinante. Vamos entender. Ela é uma mistura de espanhol e latim. A palavra “boda” [pronuncia-se: bôda] tem origem no Latim “vota” [pronuncia-se: vóta], que significa “promessa”. As bodas são comemorações que renovam os votos matrimonias. A tradição das bodas surgiu na Alemanha, onde se tornaria costume oferecer uma coroa de prata aos casais que completavam 25 anos de casados, e uma de ouro aos que chegassem aos 50 anos juntos. A tradição se espalharia pelo mundo.
Do ponto de vista semântico-gramatical: “boda” está para “vota”, assim como “vassoura”, está para “bassôra”. Pronúncia comumente observada entre nós, povo nordestino raiz. O verbo “arribar” faz parte do idioma espanhol, e significa: “levantar” ou “Lá em cima”. Portanto, traduzindo a frase à cima para o português vulgar: “Leve seu voto às urnas!”
Existe o verbo “arriar” que tem origem no Latim vulgar, do radical e prefixo: “ad ripare”, que significa “chegar à margem” ou “desembarcar”. Derivado do latim “ripa” que se refere à margem de um rio. O verbo, na língua portuguesa, descreve o ato de baixar, descer ou colocar arreios. Acredito que esse termo teria dado origem a: “Arrive”, que em inglês significa “chegar” ou “alcançar”.
Voltei agora à infância, lembrando de uma brincadeira que inventamos de dizer: “Mandrake!” e o interlocutor tinha que ficar estático, pelo tempo que ambos tivessem combinado previamente. Tinha o “Mandrake-mudinho!” que além de parado, devia permanecer mudo. E tinha o: “Arreia!”. Em que o co-participante devia dar o objeto, qualquer, que estivesse na mão. Pesquisei o “arreia”. Encontrei que tem mais de um significado: 1- verbo: segunda pessoa, singular, imperativo de “arrear”; baixar; descer até o chão; 2- substantivo, parte terminal, em forma de segmento de círculo, das rodas cheias dos carros de bois.
Pelos instagram da vida, alguém declamou esta poesia, que achei oportuno compartilhar com você, caro leitor: “Filhos da Época. Nós somos filhos da época/ A época é política/ Todas as tuas, nossas, vossas, questões diárias, questões noturnas/ São questões políticas/ Queira tu ou não/ Os teus genes têm passado político/ A pele matiz político/ Os olhos aspecto político/ Os temas que abordas têm ressonância/ O que calas tem expressão/De um modo ou outro na política. Passeias pela floresta e dás passos políticos/ Num chão político/ Também são políticos os versos apolíticos, e lá no alto a lua resplandece/ A lua já objeto não lunar/ Ser ou não ser, eis a questão/ Mas que questão, responde lá, então/ Questão política. Não tens sequer que ser um ser humano, para adquirires significado político/ Basta-te seres petróleo bruto, matéria-prima, forragem substancial./ Ou mesa então de reuniões e cuja forma se apoiaram longos meses:/ Na qual se negociou a vida ou a morte/ quadrada ou redonda. Pessoas entretanto faleceram, morreram animais/ casas arderam/ e campos tornaram-se bravios/ como nos tempos de outrora/ Muito menos políticos. Autoria: Wislawa Szymborska."
Outros assuntos. Etimologia da palavra SIGILO. “Vem do Latim “sigillum” que significa “selo”, “marca” ou “sinete”. Vem da Idade Média. As correspondências eram lacradas com uma pequena porção de cera quente, onde o remetente cravava com seu anel a sua insígnia, ou brasão de família. E com isso garantia a inviolabilidade da correspondência. O termo evoluiu para designar tudo que requer segredo e confidencialidade.
A palavra da semana é: INEFABILIDADE. É a qualidade daquilo que não se traduz com palavras. Seria um termo para designar aquilo que sentimos, porém, não conseguimos explicar. Seria o amor que não cabe em uma declaração. A presença de alguém que não precisa dizer nada. Porque existem sentimentos que não precisam ser compreendidos por todos. Basta ser verdadeiro para quem o sente.
REFLETINDO REFLEXOS: Numa acalorada discussão, você não precisa baixar o nível. Não diga: Mentiroso; Diga: MENDAZ; Não diga: Você é Metido; Diga: PERNÓSTICO; Não diga: Você Fala Demais; Diga: IMPRUDENTE; Não diga: Ignorante; Diga: NÉSCIO; Não diga: Você é Sem Juízo; Diga: MENTECAPTO; Não diga: Você é um Patife, Estúpido, Indigno; Diga Sacripanta; Não Diga: Você é um Puxa-Saco; Diga: SICOFANTA.
E ainda há, quem ache o idioma INGLÊS mais difícil que o PORTUGUÊS. Olha só quantas flexões para o verbo, FAZER: “faço, fazes, faz, fazemos, fazeis, fazem, fazia, , fazias, fazíamos, fazíeis, faziam, farei, farás, faremos, fareis, farão, faria, farias, faríamos, faríeis, fariam, fiz, fizeste, fez, fizemos, fizestes, fizeram, fizera, fizeras, fizéramos, fizéreis, faça, faças, façamos, façais, façam, fizesse, fizesses, fizéssemos, fizésseis, fizessem, fizer, fizeres, fizermos, fizerdes, fizerem, faz, faze, faça, façamos, fazei, fazer, fazeres, fazermos, fazerdes, fazerem, fazendo, feito. No inglês Do: does, doing, did, done.”
Olha que interessante, a “fala” de alguns fenômenos naturais: A Chuva, ela TAMBORILA; as Folhas, elas FARFALHAM; o Fogo, ele CREPITA; o Trovão, ele RIBOMBA; o vento, ele ASSOBIA; a coruja CROCITA; o rabo da vaca VASCOLEJA; o sapo, ele COAXA; o burro, ele ZURRA; as estrelas, elas PULULAM; a Cachoeira, ela BRAME.
Por que a borda da calçada, também chamada de guia, é chamada de MEIO-FIO? A Tathi da página “Curiositathi” no Intagram tinha a resposta: “Antigamente as ruas eram construídas com uma canaleta central chamada de: FIO, por onde a água da chuva era escoada, através de galerias. Nessa época, as ruas eram muito estreitas, até então, o Fio teve sua serventia. Com o avanço, e o progresso, as ruas precisaram ficarem mais largas, daí o FIO, migrou para os cantos das calçadas, como se dividiu em dois, meio pra cada lado, portanto: MEIO-FIO.”
Pausa para REFLETIR: Sobre o SILÊNCIO. A Verdade BRUTAL. 1 - O seu Silêncio pode significar que Você está cansado de se Explicar; 2 - Pode significar que Você já Terminou e não quer mais Discutir; 3 - O seu Silêncio pode significar que Você simplesmente, de protagonista passou a Observador; 4 - Pode ainda significar que Você parou de criar Expectativas; 5- O Silêncio significa que Você, muitas vezes, por não concordar, nem conseguir ser ouvido, está se afastando; e com isso aceitando que TUDO, tem uma consequência. E aceitar com Naturalidade já é Consequência.
“Por que Se Chamavam Homens/ Também Se Chamavam Sonhos/ E Sonhos Não Envelhecem. Milton Nascimento. Clube da Esquina 2 [1978]”
UM POUCO DE HUMOR
“Eu CONCORDO com as Pessoas; porque DISCORDAR, faz Elas continuarem Falando. Albert Einstein.”
“ELA: Se Você fosse meu marido eu envenenaria seu chá. E ELE: E eu fosse, eu tomaria! Winston Churchill e Nancy Astor [Parlamentares britânicos].”
“Aos que Discordam da Minha Eloquência. Faça-me o favor de dirigir-se ao campo, e deliciar-se com as Poáceas. Machadadas de Machado de Assis.”
“Não há um Mal que Não traga um Mal Maior. Professor Marcelo Fausto.”
“Nem TUDO Está PERDIDO; o que hoje Parece Desordem, Amanhã Poderá fazer Todo Sentido. Charlie Chaplin.”
P.S. Cantor, compositor BENITO DE PAULA. Vai com Deus! Obrigado pelas Músicas!
Créditos: facebook; Instagram; Copilot search; Dicionário Priberam; Wikipédia.org.br; Curiositathi no Insta; Why Portuguese is Difficult no Insta; Júlia Silvestrow Bagno, no Insta; letras.mus.com; canaldepoesia.blogspot.com.
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