TRAÇOS DA ELEIÇÃO DE 2026

Antonio Machado



Depois de uma luta acirrada, chegou-se, enfim, ao término da batalha eleitoral no Brasil, em 2026. Os poderes constituídos se aglutinaram, visando a uma eleição dentro dos ditames da Constituição Nacional.

A sociedade brasileira, mormente a alagoana, empenhou-se na escolha dos candidatos aos cargos majoritários e proporcionais, sendo o povo o verdadeiro divisor de águas, por meio do voto soberano.

Os palanques foram armados, dando lugar aos discursos inflamados, que arrebanharam multidões entre vivas, aplausos e até achincalhes. Alguns candidatos receberam mais votos; outros, menos. Todos, porém, se apresentaram focados em suas plataformas de governo, tendo os eleitores como base principal de suas pretensões eleitorais.

Foi uma eleição pacífica. À parte os disparates de alguns, pode-se dizer que não houve incidentes de maior gravidade que merecessem destaque.

Na Terra dos Marechais, muitos candidatos se insurgiram, almejando conquistar uma “boquinha”; poucos, entretanto, lograram êxito. Nos conhecidos debates televisivos, cada qual apresentou seus objetivos e propostas para o caso de chegar ao pódio. O povo ouviu, observou e soube decidir.

Em Olho d’Água das Flores, cerca de 16.240 eleitores compareceram às urnas, enquanto 3.505 deixaram de votar, conforme os números referentes ao primeiro turno.

Ao final de tudo, venceram aqueles que o povo escolheu. O maior peso político recaiu sobre os Calheiros, com pai e filho derrotados no pleito. Entretanto, Calheiros Júnior retorna ao Senado para concluir seu mandato de senador, enquanto ambos deixam registrada uma extensa folha de serviços prestados ao estado.

Espera-se, agora, que os novos gestores desarmem os palanques, deixem para trás as disputas eleitorais e ponham em prática aquilo que prometeram ao povo. Afinal, encerrada a batalha das urnas, começa o desafio de governar e honrar a confiança depositada pelos eleitores.

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