TERCEIRO ENCONTRO DA FAMÍLIA SALES, FOI SUCESSO

Antonio Machado


Os encontros aproximam as pessoas, diminuem as indiferenças, solidificam as amizades e aumentam o amor na caminhada da existência humana. Centrada nesses aspectos da vida, a Dra. Divone Sales, pessoa de destaque na sociedade olhodaguense, idealizou o III Encontro dos Netos e Bisnetos da Família Sales de Barros, tendo como alavanca de tudo a figura política e poética de seu avô, Olímpio Sales de Barros (1910–1974).

Autodidata, deixou muitas obras escritas, notadamente no campo da poesia, destacando-se também no cenário político durante o processo de emancipação de Olho d'Água das Flores, em 2 de dezembro de 1953, quando exerceu vários mandatos de vereador. Era um homem do povo e para o povo. Além de sua destacada carreira política, era um bom pai e avô.

Sua neta, Dra. Divone Sales, e seu esposo, Célio Ribeiro, promoveram o III Encontro da Família Sales de Barros, aglutinando ideias e fortalecendo os laços familiares. Olímpio Sales de Barros era casado com Maria Barbosa de Barros, conhecida carinhosamente como Dona Dôra. O casal teve cinco filhos, dos quais dois ainda estão vivos.

Para perpetuar o nome de tão ilustre político na família, o casal preparou um grande encontro, com almoço e brincadeiras. Tudo aconteceu na chácara Bem Me Quer, pertencente à família do casal Célio Ribeiro e Divone Sales, que recebeu todos os netos e demais familiares com muita alegria em um lauto almoço.

A marca maior do evento foi a fineza e a fidalguia do casal anfitrião durante todo o dia, estendendo-se noite adentro. Quem participou da grandiosa festa levou consigo saudades e a esperança de voltar no próximo encontro.

Faço minha a poesia de Benito di Paula, com esta magistral inspiração:
"Como é bonito, Olímpio,
quem é poeta é quem vê.
Como é bonito, Olímpio,
poeta como você."

O poeta traduz a alegria e eleva a alma aos parâmetros do infinito.O III Encontro da Família Sales de Barros foi, acertadamente, um divisor de águas na genealogia daquela família. Os bons momentos que a vida nos proporciona devem ser bem vividos, haja vista serem exíguos. Vale, sabiamente, a metáfora do poeta alagoano Jorge de Lima (1893–1953), um dos maiores nomes da literatura brasileira: "Na vida encontramos, de palmo em palmo, um espinho; e, de légua em légua, uma flor." Externo minha admiração à Dra. Divone Sales e a Célio Ribeiro pela magnitude dessa belíssima festa, que fortaleceu os laços familiares e preservou a memória de uma história digna de ser celebrada.

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