Setembro de 2026 - A cidade de Petrolina, em Pernambuco, importante polo de saúde do Vale do São Francisco, sediou um encontro científico dedicado à inovação no tratamento oncológico. O evento, realizado pela Medtronic em parceria com a São Judas Materiais Médicos, reuniu oncologistas, hepatologistas e gastroenterologistas da região para debater os avanços da radiologia intervencionista, com foco especial nas terapias ablativas percutâneas. O encontro contou com a participação do Dr. Matheus Araújo, médico radiologista intervencionista e referência no tema, que detalhou como essas abordagens estão transformando o cuidado de pacientes com tumores hepáticos e de outros órgãos.
A ablação percutânea é um método minimamente invasivo que destrói células tumorais por meio de energia térmica, preservando os tecidos saudáveis ao redor. Guiado em tempo real por exames de imagem (como ultrassom, tomografia computadorizada ou ressonância magnética), o médico insere uma agulha através da pele diretamente até a lesão. A partir desse ponto, geradores de alta tecnologia, como os de radiofrequência (Cool-Tip™) ou de micro-ondas (Emprint™), liberam calor controlado. Tecnologias como o sistema Emprint™ destacam-se por permitir o controle espacial preciso da energia, criando uma zona de ablação esférica e altamente previsível.
“É um tratamento minimamente invasivo. Através de uma pequena punção, é possível, literalmente, queimar o tumor por dentro, proporcionando ao paciente um tratamento que, quando bem indicado, tem intenção curativa, evitando cortes e intercorrências comuns em cirurgias abertas”, explica o Dr. Matheus Araújo.
O especialista ressalta, ainda, a mudança na indicação desse tipo de tratamento ao longo dos anos. “Existe um grupo seleto de pacientes, mas hoje em dia esse paradigma tem mudado bastante. Pacientes que antigamente só teriam a opção cirúrgica convencional hoje podem ser tratados exclusivamente pela via minimamente invasiva, com protocolos atuais muito claros que beneficiam perfis específicos”, completa o Dr. Matheus.
Com forte embasamento científico, a ablação por micro-ondas costuma ser mais eficaz quando utilizada em tumores hepáticos menores de 3 centímetros1. A técnica demonstrou ser uma sólida alternativa terapêutica para lesões que não podem ser removidas cirurgicamente, podendo, inclusive, ser combinada a outras terapias, como a quimioterapia e a radioterapia2. Por ser minimamente invasivo, o procedimento reduz o tempo de internação, sendo que a intercorrência mais comum relatada costuma ser apenas leve dor ou desconforto passageiro3.
A expansão dessas tecnologias para fora dos grandes centros urbanos representa um marco no acesso à saúde de qualidade. “A interlocução e a multidisciplinaridade nos pacientes com diagnóstico oncológico são fundamentais. O oncologista realiza o cuidado completo, e o radiologista intervencionista entra com terapias acessíveis e resolutivas. Tivemos a oportunidade de reunir as equipes médicas do Vale do São Francisco para garantir que o paciente daqui tenha o melhor tratamento possível, similarmente ao que, no passado, só era encontrado nas grandes capitais”, conclui o Dr. Matheus Araújo.
Referências:
1. Radiologia Vascular e Intervencionista: Ablação Tumoral. Johns Hopkins Medicine; e Sociedade Americana do Câncer.
2. Forner A, Gilabert M, Bruix J, Raoul JL. Tratamento do carcinoma hepatocelular em estágio intermediário. Nature Reviews Clinical Oncology. 2014.
3. Ong SL, Gravante G, et al. Eficácia e segurança da ablação por micro-ondas para neoplasias hepáticas primárias e secundárias: uma revisão sistemática. Eur J Gastroenterol Hepatol. 2009.
Jantar científico em Petrolina debate o avanço das terapias ablativas minimamente invasivas no tratamento de tumores
SaúdeMatheus Duarte - Medtronic 30/09/2026 - 17h 10min Medtronic
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