Silencioso, calado, sem voz, sem expressão verbal, taciturno. Devemos exaltar, com justiça, a existência do dicionário e reconhecê-lo como amigo de verdade; confidente e importante amigo para demorada conversa em particular, sem nenhum preconceito, sem cerimônia.
Com a mania que tenho de escrever e de ler, a ele, o dicionário, recorro com bastante frequência, para consultas, para indispensáveis consultas. Para conversa entre amigos.
Silencioso, calado, posto ali, de lado, sem reclamação – até que poderia fazer e não faz – acostumou-se à falta de cuidado e zelo no seu manuseio, no seu abrir e fechar, quando consultado.
Volumoso, pesado, imponente, sábio, indispensável. Deve ser considerado o livro mais importante de uma biblioteca.
Santo Dicionário da Língua Portuguesa!
Pai dos burros, nada! Amigo de verdade!
Costumo guardar, embora desleixadamente, recortes de jornal ou de revista, que neles contenha importante ou especial matéria literária. Agora, por exemplo, com o papel já amarelado, datado de 27/3/2004, encontro recorte do suplemento literário “Arena de Ideias” de O Jornal, noticioso alagoano há algum tempo extinto. Releio, então, o longo e primoroso artigo de Cecília Meireles, intitulado “O Livro da Solidão”.
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Colunistas: DICIONÁRIO, AMIGO SILENCIOSO
LiteraturaPor Djalma de Melo Carvalho 14/07/2020 - 23h 45min Reprodução Internet
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