Literatura; MEU PAPAI NOEL - por Remi Bastos

Literatura

Por Redação com Remi Bastos Silva

Remi Bastos Silva

La se foram os meus dias de Papai Noel! Minha rua, minha crença, minha inocência, tudo isso fez parte da minha infância e adolescência. Fui uma criança que contemplei os voos das borboletas nas margens do meu rio, outrora abundante em suas águas, às vezes barrentas, às vezes cristalinas. Adormeci sob o piscar das luzes dos pirilampos nos espaços da janela do meu quarto e sonhei os sonhos das fadas no meu universo pueril. Meus dias não eram apenas um dia, mais uma eternidade, cuja estrada não tinha início nem fim. Fui uma criança que encontrou na felicidade, a razão de ser criança. Cantei com minhas irmãs as cantigas de roda na calçada da minha casa, pulei corda, arremessei o meu pião, joguei ximbra (bola de gude), me emocionei com a sinfonia dos pássaros e chorei com o canto fúnebre das rasga-mortalhas ao entardecer, retornando dos seus voos à torre da igrejinha do Monumento.

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