Perguntaram uma vez para o grande escritor Argentino Jorge Luiz Borges que ele definisse “Paraiso”, ele respondeu para mim Paraíso é uma grande Biblioteca. Nesta lógica uma Bienal de Livros seria uma nova Jerusalém Celestial. Domingo próximo passado fui visitar a nossa tão esperada Bienal do Livro, para Bibliófilos é como convidar uma criança para uma mesa de doces. Agora entendo a metáfora borgiana é uma visão idílica para dizer o mínimo.
Ao chegar me deparo, no entorno com uma verdadeira feira medieval parecia um “Outono da Idade Média (Jan Huizinga), nada contra este período medievo, tão mal compreendido e vilipendiado, onde o ocidente nasceu isto é assunto para outra conversa; até entendo a necessidade de reavivar o bairro histórico do Jaraguá com todo seu potencial para vida boêmia que já teve outrora, no entanto, já dizia um amigo: “quando um Jornal precisa dar prêmio para chamar atenção de seus leitores a coisa não vai bem”. Somos uma sociedade do espetáculo é fato, porém, a cultura do livro e o hábito da leitura não se conquista com uma banda de pífano, tipo “O flautista de hamelim” (contos dos irmãos Grimm), alguma coisa está errada na formação de leitores em nossa “ex-pátria educadora”, mas enfim vamos conhecer os stands.
“Nada de novo no front” (Erich Maria Remarque), mais do mesmo, domínio absoluto das editoras universitárias, com suas publicações “cabeças” voltadas para a doutrinação. Com exceções das Editoras cristãs e do nosso stand da nossa querida cidade de Santana do Ipanema, com suas publicações autorais, o que restou foi stands de vendas de romances, best seller da moda, e livros de autoajuda e uma enormidade de livros infantis.
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Literatura: UMA VISITA A 9ª BIENAL DO LIVRO (Impressões)
LiteraturaPor Redação com Joaquim J. OLiveira 18/11/2019 - 16h 35min Arquivo Maltanet
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