Colunistas: As coisas não precisam ter sentido, pra fazer sentido - por Fábio Campos

Literatura

Por Redação com Fábio Campos

A palavra seduz-me, tanto na prosa quanto no verso. Na prosa elas se apresentam sérias, sóbrias. Na poesia danam-se a brincar. É aqui que me divirto mais. Tanto no que faço, quanto no que os outros fazem. Nas horas de laser costumo ligar o rádio em emissoras que nos oferecem belas páginas musicais. Uma coisa tenho observado, nas músicas sertanejas, as de maior sucesso, na sua quase totalidade fazem trocadilhos com ditos populares.

Citemos algumas: “Estado Decadente” de Zé Neto e Cristiano que diz: Ninguém morre de amor, mas cachaça e saudade mata; “Do Copo Eu Vim” Diego e Vitor Hugo vão dizer: em terra de balada quem ta solteiro é rei; “Cem Mil” Gustavo Lima diz: Se ela bater o dedo eu volto. São tantas. “No Dia de São Nunca de Tarde” Samyra Show já começa dizendo: quem bate esquece... E por aí vai.

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