Somos sempre o resultado do que fazemos, às vezes idealizamos muito, e realizamos tão pouco, haja vista do projeto de fazer ao realizar existir um longo caminho a ser percorrido, os percalços que se sobrepõem carecer, contudo, de muita dedicação e uma obstinação ferrenha, e sobretudo quando o projeto está atávico aos poderes públicos, porque ninguém faz nada sozinho. Dom Helder Câmara (1909 – 1999), dizia: “ninguém é melhor do que todos juntos”, daí pois, a necessidade de carecermos de mãos para nos ajudar no fazer. Aristóteles (384 a.C. – 322 a.C.), escreveu: “o homem não é uma ilha”, que tão bem se coaduna no trabalho que hora comento. Então nós precisamos dos poderes públicos para realizarmos nossos sonhos, embora sabendo das dificuldades a serem enfrentadas, questiono-me muitas vezes, o que é mais difícil, escrever uma obra ou publicá-la? Os déspotas não gostam dos intelectuais, porque eles veem por outro ângulo e que é difícil essa casta chegar ao poder, talvez seja uma metáfora, mas faz sentido, a classe dominante governa, mas nem sempre manda bem.
Os projetos ligados a cultura dormem nas gavetas suntuosas dos birôs, que quando são fustigados pelos que fazem cultura, ainda sofrem rasuras, emendas, e as vezes, até tirando a beleza de seu conteúdo, como a flor de laranjeira que perde seu perfume ao se desprender do galho.
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