Início de noite de 27 de janeiro de 2018. Havia acabado de jantar na casa de minha mãe, em Santana do Ipanema. Já retornando para Major Izidoro, passando pela Praça Manoel Rodrigues da Rocha, não pude deixar de, mesmo dirigindo, olhar para a “Farmácia Vera Cruz”! Mas, que farmácia? Senti uma “pontada” no coração! O prédio, fisicamente, estava lá, no lugar de sempre, mas descaracterizado, com suas portas fechadas... sem o ícone, que lhe dava “vida”, motivação de seu existir: “seu Alberto”, como carinhosamente era chamado! Porém, constatei que na minha memória, tudo permanecia como antigamente...
Durante toda viagem de volta, sem perder a atenção no volante e na estrada, retornei ao passado longínquo...
Vi-me pequenino, na década de sessenta, tinha entre seis e sete anos, com lesões por todo corpo, consequente, talvez de uma micose ou algo do gênero, levado pelo meu pai para que “seu Alberto” “receitasse” algum remédio... Eu estava extremamente envergonhado pelo fato de ter que tirar a camisa para ele ver as lesões... essa “consulta” foi concluída com a aplicação de uma injeção de penicilina e a entrega de uma pomada... Na hora de injeção chorei pelas duas coisas: a vergonha e o medo da agulha...
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Colunistas: Farmácia Vera Cruz - por Pe. José Neto de França
CulturaPor Redação com Pe. José Neto de França 28/04/2018 - 21h 38min Arquivo Maltanet
Saudoso professor Alberto Agra proprietário da Farmácia Vera Cruz
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