Literatura: Ruas de outono - O lado sombrio da liberdade

Cultura

Por João Neto Félix Mendes

Manac-a-de-cheiro

Todos os dias eu fazia aquele percurso. Embora a gente pense que tudo é aparentemente a mesma coisa; no fundo, no fundo, sabemos que não é. ?Nada do que foi será, de novo, do jeito que já foi um dia. Tudo passa...? Mas, naquele dia algo especial estava reservado para acontecer. ?Nada vai permanecer no estado em que está. Eu só penso em ver você; eu só quero te encontrar...?
Era uma manhã de abril, em pleno outono! Aliás, outono que só conhecemos de nome, pois para nossa região sertaneja, só conhecemos mesmo é muito verão e um pouco de inverno. Caminhando pela rua, algo despertou minha curiosidade: Um arbusto plantado ao lado de uma casa, sem muro, à disposição dos olhares atentos, tinha muitas flores, de várias cores, e eram delicadamente perfumadas. Eu ainda não tinha presenciado um espetáculo daqueles. Não só eu que parei para apreciar aquela florada inusitada, mas muita gente!
No segundo dia, voltei ao local e dessa vez me dirigi a residência ao lado e indaguei:

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