Os brasileiros, de um modo geral, e os alagoanos que é o nosso caso, precisam amadurecer e mudar de estratégia no momento de escolher seus representantes. Torna-se vergonhoso ter que observar que os três senadores de nosso estado, atualmente no poder, estão envolvidos em falcatruas que causam revolta, deixando em todos nós uma sensação de enojamento.
Será que não estamos envergonhando nosso valoroso estado, mandando para o congresso nacional figuras tão desprezíveis, tão deploráveis? Como podemos nos orgulhar de um estado que elege para sua representação, na alta câmara, pessoas que não cultivam a honestidade, a dignidade, a probidade, etc., como pilares de sustentação de suas personalidades?
Cabe-nos fazer uma reflexão sobre o assunto, para mudar esse cenário tão degradante. Não acredito, de sã consciência, que nossa querida Alagoas não tenha condições de apresentar novas lideranças, de modo a banir, de forma definitiva, essas “velhas raposas” que colocam nossa dignidade em fossas fétidas, locais onde elas deveriam estar. Digo isto, mas imediatamente me penitencio, porque enquanto prevalecer o feudo de “fulano/fulaninho”, “sicrano/sicraninho”, “beltrano/beltraninho”, a praga continuará, porque o DNA se encarrega de perpetuar a espécie.
É preciso ser resgatado, por todos nós, o nobre sentimento da indignação e da esperança. Aliás, com relação a esta, diz o provérbio que “ é a última que morre”, mas ela já está, a muito tempo agonizante, no leito de morte.
O quadro, que já virou regra, tende a continuar “ad perpetuam” e deixa todo cidadão com “uma pulga atrás da orelha”, porque aqueles que deveriam estar presos são justamente eles que estão com a chave da penitenciária.
Tentando externar meu sentimento, sinto que estou falando “miolo de pote”, pois se avizinham novas eleições e todos eles vão retornar ao poder porque, como sempre acontece, vai prevalecer a vontade do povo que exerce sua ação democrática. Se a decisão está certa ou errada, não cabe a mim o julgamento. Só entendo que predomina o velho e surrado ditado popular: “cada povo tem o governo que merece”.
Isto é o que penso. Cabe a cada um fazer seu próprio julgamento.
Recife, Nov/2015
QUANDO VAMOS APRENDER A VOTAR?
CrônicasLuiz Antônio de Farias, Capiá 22/11/2015 - 03h 31min
Comentários