Vento que embala as árvores dispersando suas folhas,
Que faz as ondas passearem nos oceanos,
Para depois se acalmarem varrendo as areias da praia.
Vento que percorre os espaços infinitos
Para adormecer no meu jardim,
Fazendo brotar a flor que não cultivei.
Queria tanto ser como o vento,
Poder tocar o seu rosto como um beijo da brisa
E embalar seus cabelos com faz nas folhas do coqueiro.
Às vezes eu pergunto ao vento,
Onde anda aquela águia dourada
Que executou tantos voos rasantes no meu coração,
Enchendo-me de esperanças?
Ainda escuto ao longe o seu cantar anunciando a sua presença,
Mas, ao descerrar os olhos, vejo apenas,
A fumaça da distância e o silêncio que castiga e fere.
Sou um simples jardineiro em meio a tantas rosas perfumadas,
Embora, nenhuma tenha a fragrância da flor que não cultivei.
Aracaju/SE, 23/09/2015.
A FLOR QUE NÃO CULTIVEI
PoesiasPor Remi Bastos 30/09/2015 - 03h 44min
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