Hoje eu fui dormir
Com saudade de você
Saí daquela praça
Onde tudo começou...
Perdão ao nosso genial Ronnie Von pela paródia, mas não dá pra falar numa praça sem lembrar da sua melodia.
É que na semana passado houve os festejos alusivos a Nossa Senhora da Assunção na praça Dr. Adelson e isso me fez lembrar o meu primeiro beijo, assim como o Ronnie lá na praça dele.
Existem várias versões da origem daquela igrejinha da praça do monumento tão cantada nos versos e prosas do nosso querido Remi.
A versão oficial profere que teria sido edificada como um marco da passagem do século XIX para o XX.
Dizem as más línguas que ela foi construída pra dá proteção e suporte aos bebuns do antigo Pinguim.
Outra corrente versa que Nossa Senhora da Assunção ali naquela igrejinha representava a última instância de apelação para os quase reprovados no Ginásio Santana.
Mas... Não querendo contradizer os historiadores, eu acho que a nossa querida Senhora Assunção chegou aqui em Santana como uma... sei lá... Mas podemos dizer, uma talvez versão feminina do Santo Antônio Casamenteiro.
Fala sério gente! Se minha opinião não for a correta, eu fico com a do bebum.
Antes do padre colocar a grade na frente e iluminar tudo... Quem nunca beijou uma namorada na escadinha ou fez um pipi básico detrás da igreja?
É, tá bom de conversa. Vamos ao que realmente interessa, o meu primeiro beijo né?
Tudo começou numa tarde de setembro, não lembro se foi em 1913 ou 1914, mas lembro muito bem que nesse dia eu tinha mais ou menos 14 ou 13 anos. Esse meu primeiro beijo só teve três testemunhas:
1- Tota, irmão de Zé Sapo que era o vigia da praça.
2- Professor Punino que estava fiscalizando as obras da construção do Ginásio
3- E Moacir do parque na sua banca te tiro ao alvo. Eu acho até que foi ele que deu uma ajudinha.
Não, não... Nunca vi cupido com espingarda de seta...
Tá bom! Eu vou contar.
Meu primeiro beijo foi assim que nem o de Ronnei Von, numa praça. Só que o meu foi mais romântico. Foi tisanópteroide.
Até hoje a bem amada nunca me esqueceu. Diz que eu fui o único homem que fez juras de amor chorando.
Fiz mesmo! E quem num fazia com uma lacerdinha no olho debaixo dum pé de ficus?
Em Santana do Ipanema existia romantismo. Naquele tempo existia tisanópteros e fícus.
Pô! Se não existe mais pé de fícus, onde vamos arrumar lacerdinha pra botar olho e chorar?
Deixei de ser romântico!
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