ONDE VAMOS PARAR?

Crônicas

Luiz Antônio de Farias, capiá

Não votei na Dilma, por conta da sua incompetência para exercer um cargo de tamanha envergadura, pelas mentiras por ela proferidas durante toda campanha, como também pela dissimulada camuflagem sobre a real situação caótica pela qual estava passando o Brasil, provocada por ela própria em seu primeiro mandato. Entretanto respeito os votos por ela conseguidos, sufragados por parte dos eleitores desavisados e dos fanáticos. A prova está aí, o país à beira do abismo, com os piores índices negativos dos últimos anos.
Não votei no Aécio porque, apesar de supostamente reunir melhores condições de que sua concorrente, é a bem da verdade “farinha do mesmo saco”.

Meu candidato seria o Eduardo Campos, pelos excelentes trabalhos por ele desenvolvidos no estado de Pernambuco, em todos os cargos exercidos. Inclusive, na minha modesta opinião, era o único que realmente representava mudanças. Todavia a fatalidade frustrou minha escolha. Por falta de opção votei na Marina Silva, no primeiro turno e “em branco”, no segundo.

Todavia, não significa que eu seja favorável à cassação da “presidenta” (termo ressuscitado pelos bajuladores de plantão), até porque ela foi eleita, de forma democrática, e a vontade do povo deve ser respeitada. Entretanto o que não dá “pra engolir” é ver diariamente, na televisão, a cara deslavada de Dilma dando continuidade às mesmas mentiras, levando a se acreditar que ou ela está acometida de senilidade ou está querendo taxar todos nós de idiotas. De um lado ela pensa que está governando a Suíça, enquanto os brasileiros estão vivendo no Zimbabue.

Por outro lado, vemos que essas falácias proferidas pelos políticos da oposição, em prol do impeachment, não passam de interesses egocêntricos, onde o povo aparece como simples coadjuvante.

É lamentável se viver em um país tão viável, dotado de uma população tão ordeira, mas que não procura “mover uma palha”, para aprender a votar acertadamente, de forma a escolher melhor nossos governantes.

Isto é o que penso.

Recife, agosto/2015

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