Cansado de mais um dia
Recorri ao velho rio Ipanema
Em um momento de reflexão.
À sombra de uma velha craibeira,
Lancei meus pensamentos sem fronteiras
Na busca do infinito da razão.
Vi as noites e os dias se alternarem,
Os espaços perderem as suas cores
E as nuvens passarem sem destino.
Senti o frio da noite em meu peito
Chorei tristonho com o desfeito,
Vendo o meu rio, um triste peregrino.
Por que calaram as vozes
E amordaçaram o silêncio?
Por que o homem emudeceu?
Ah, meu rio estas mágoas!
Fazem chorar as tuas águas
Assim como choro eu.
(Dedico este poema aos guardiões da AGRIPA, pela luta em prol da revitalização do nosso Rio Ipanema).
“As águas do rio Ipanema correm nas minhas veias”. (Sérgio Campos).
Aracaju(SE), 13.06.2015.
AS MÁGOAS DO MEU RIO
ContosRemi Bastos 15/06/2015 - 14h 06min
Comentários