Ao longo dos tempos, a mente humana se tem apresentado como a “grande estrela”, na evolução da ciência. Contudo, meios de transportes, menos sofisticados, encantam o mundo, ainda hoje, não por sua singeleza que remonta a séculos, mas, pela eficiência em deslocar bens e pessoas.
As “Llamas”, um animal que se adapta, facilmente, ao clima da cordilheira dos Andes, desde a época dos Incas, ainda hoje, são usadas como “transportadores de cargas”, na região Peruana de Cuzco, Machu Pichu e arredores.
Os Jumentos, de forma idêntica, em pleno Século XXI em cidades do interior nordestino, fortalecem a economia local, na pratica do “ir e vir”, bem como nas “Medinas”, tão comuns em países africanos, verdadeiros conglomerados habitacionais e comerciais, com milhares de ruas e becos, cujas larguras não medem mais que dois metros, se apresentam como a única forma de transportar algo de dentro para fora, e vice versa.
Dubai, inconteste pérola, esculpida às margens do Golfo Pérsico, onde os carros “ferrarris e mercedes” reinam imponentes, não se pode imaginar a paisagem da região sem a presença dos “camelos” da época de Jesus Cristo, quando se adentra o deserto das redondezas, para deparar-se com “beduínos”, que, em caravanas se deslocam, fazendo uso da força e disposição do único animal, capaz de passar inúmeros dias sem beber ou alimentar-se.
Os elefantes, facilmente vistos nas ruas de Nova Delhi, capital mundial do avanço tecnológico, na distante Índia, transportam pessoas no percurso “origem/destino”, dividindo espaços com o “Tuk Tuk”, de dois eixos na parte de trás e somente um na dianteira, com uma carga de até oito usuários na mesma viagem.
Quanto ânimo, quando, após percorrer o belíssimo complexo do “Taj Mahal”, as ruas de Bancock, qualquer das margens do “Rio Ganghis” ou os templos budistas de “Katmandú” na cordilheira do Everest, e, já cansado, o cidadão pode optar em usar como meio de locomoção, o “Riquixá”, tipo de charrete puxada pelo homem, ou, em estado mais moderno, tracionada por uma roda e um pedal. E a brisa do vento, amaina o cansaço dos que optam por tal facilidade. Tudo isso, sem falar nas bicicletas, tão uteis nas ruas de Pequim e Xangai.
Caminhar, em média, cinco quilômetros por entre rochedos enormes, pisando em chão de terra ou pedregulhos, seria, talvez, a única opção de cumprir o percurso entre Petra, na Jordânia, e o “Cazné”, a cidade perdida dos “NABATEUS”, não fossem os cavalos árabes que ali prestam serviço, uma opção utilizada por quem opta em diminuir as cinco horas necessárias ao “ir vir”, e maravilhar-se com beleza impar.
A criatividade do ser humano projetou maravilhas, como o foguete, automóvel, avião, ônibus e metrô. Contudo, não conseguiu, ainda, emancipar-se da importância de alguns transportes, com características até medievais. De comum, unindo o “antigo ao atual”, qualquer dos meios de locomoção mencionados, ao ser oferecido ou requisitado, independente de onde se esteja, atende pelo mesmo nome: “Taxi”.
LOCOMOVER-SE É PRECISO...
CrônicasAlberto Rostand Lanverly 16/04/2015 - 23h 37min
Comentários