RIACHO DO BODE

Poesias

Por João Francisco das Chagas Neto (João do Mato)

Tomei muito banho em suas águas,
Vivia num conto de fadas.
Quantas árvores submersas em seu lago??
Mas, preocupação passava a largo,
Na pescaria de tucunaré.
Não sei se ainda existe um pé.
De uma braúna desgalhada,
Bem pertinho de uma estrada.
Quando o açude estava cheio,
No remanso, ela ficava no meio.
Era o lugar mais disputado,
Por aquela meninada.
Um feixe de varas se estendia
Para capturar o peixe
Que ali se escondia.

Poesia publicada no livro À SOMBRA DO JUAZEIRO - Coletânea Portal Maltanet - 2008

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