A BELEZA DAS ROSAS

Crônicas

Maria Aparecida Silva dos Santos

Trabalhavam há muitos anos, num mesmo escritório duas jovens: Maria e Joana. Maria era atenciosa, gentil, organizada e competente em tudo o que fazia. Era dedicada, cumpria com eficiência todos os seus compromissos. Era admirável o seu comportamento. Joana também era eficiente, demonstrava muita competência em suas ações, sua pontualidade era exemplar. Porém, era invejosa e maldosa. Todos os dias chegava bem cedo, varria sua sala e jogava o lixo na sala vizinha. Justamente no espaço de trabalho da sua colega Maria.
A jovem começou a desconfiar de sua amiga, mas não a acusou. Sempre procurou conviver muito bem, preservando a amizade.
Certo dia, a moça chegou cedo e confirmou suas suspeitas: Joana estava jogando lixo, mais uma vez no seu local particular de trabalho. Maria ficou irritada, mas não revelou sua indignação; demonstrou não ter percebido o que acabara de presenciar.
Tudo continuou do mesmo jeito. A atitude de Joana se repetia, dia após dia. Então, Maria decidiu agir. E todos os dias procurou chegar mais cedo que Joana e jogava uma flor em sua sala.
A jovem maldosa não tinha mais como continuar agindo com má conduta diante da beleza da rosa que encontrava, diariamente, em sua sala.
O seu chefe de trabalho, conhecendo a história das suas funcionárias, perguntou a Maria: - por que você dar rosas a sua colega se sempre dela só recebeu lixo?
Maria respondeu: - As pessoas só podem dar aquilo que elas são ou o que elas possuem*.

Quem desenvolve má conduta não tem nada de bom a oferecer.
Somente as pessoas boas, humildes e gentis sabem enxergar a verdadeira beleza das rosas e as compartilham com os outros.

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* Produção inédita: uma inspiração textual baseada numa frase citada pelo empresário José Malta.

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