Loa aos muralistas

Versos e Prosas

Manoel Augusto de Azevedo Santos

Um aparte peço eu,
Nesta conversa animada,
De tanta gente engraçada,
Cuja saudade abateu,
Para aduzir comentários,
E expressar gratidão
Falando do coração,
Para os amigos solitários.

Solitários, é o que me parece,
Pelas declarações no mural,
A deprê de cada qual,
aos domingos transparece
Antes, era o Fernando que bradava
A saudade de Santana
Me faz rolar na cama
E escrever em desbragada.

O Remi é sentimental,
Na cachaça ele vai fundo,
Mais do que todo mundo,
Enquanto escreve no mural,
Tem memória de elefante,
Se lembra de muita gente
Se abastece de aguardente
E compõe como um gigante.

Paulo Robério lá de Minas,
Também manda seu recado,
Para o Sertão esturricado,
Lá das terras das Colinas.
O João do Mato Chagas Neto,
Atento a todas as mensagens,
Escreve belas passagens,
Deixando-nos a todos bem perto.

Roberval do clã dos Noya,
é outro amigo distante,
Que quando lhe dá um rompante,
Escreve sem paranóia.
Capiá, outro grande sertanejo,
Produtor da Novo Rumo,
A melhor pinga do mundo,
Segundo a turma do gargarejo.

João de “padrinho Alberto”,
O João Só como ele diz,
Deve ser um cara feliz,
Que fala de peito aberto
Aos 4 ventos da terra,
Divulgando Campina Grande
Do forró mais bem dançante
Onde cabrito geme e não berra.

Mozart Brandão o pescador
As vezes desaparece,
Mas do mural ele não esquece
E quando escreve é professor,
Cláudio Campos de Mata Grande
É outro grande companheiro
Dos melhores do mundo inteiro
Muito capaz e vibrante.

Malta, nosso comendador,
É quem comanda o Portal
Sintonizando cada qual,
Com maestria de conciliador.
De um lado Paulo Fernando
Com suas piadas de arrepiar
Faz tudo para aperrear
E ainda fica lorotando

Na verdade a “coisa ta muito feia”,
O povo sem segurança
Acabou-se a esperança
Só abunda cabras de peia.
É aí que surge o grande impasse,
Votar em quem, eu não sei!
Um mente: fiz tanto que abafei ,
O outro se confunde com disfarce.

Por isso vou continuar
Escrevendo a minha estória.
No intervalo de um astória
Com um vinho pra relaxar
No aguardo de bons ventos,
Esperando novos tempos
Para o Brasil melhorar...

Retomando a louvação
Aos amigos do mural
Nem a seca do mar do aral
Impede a continuação
Outros nomes me vêm a mente
Com afeto naturalmente
Pois escrevo com o coração

Tião Malta outro amigão,
Que escreve com freqüência
Com toda benevolência
Sempre transmite uma lição
Ele é um grande companheiro
É o homem do dinheiro
Mas no Banco só diz não...

Gorette, a futura jornalista
Depois que entrou na Faculdade,
Pra os amigos deixou saudade,
E no mural nem se alista
Mas eis que surge a gauchinha
Umas das musas, queridinha
Que nos serve de avalista

Sibele, um exemplo de profissional ,
Trabalha com dedicação
Dando carinho e atenção
Aos doentes no hospital,
No mural é dedicada
Orientando a “garotada”
Para que na próstata não contraiam mal.

E o Zé Carlos Desembargador
Esqueceu os pobres mortais?
No mural não escreve mais
Nem pro nosso Comendador,
Assim como outras musas,
Me permitam as escusas,
Mas sem vocês, o mural é um “horror”...

Se deixei de falar em alguém,
E tenho certeza que sim,
É a memória que tá ruim
Bem mais pra cá do aquém,
Não se perturbem comigo
Vocês todos são amigos
E a todos quero bem...

Abraços, MAAS
Maceió - AL, Outubro/2006

Versos publicados em 19/10/2006

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