Saudade

Poesias

Plácido Nunes

Acordo impressionado com o que sinto mas não penso em sentir-me desta maneira.
Talvez a vida de outrem é que melhor seja. Que cores furtar de tudo ou que
luzes irradiariam de mim abruptamente para eu estar ciente de que agora sei dos meus medos mais intensos e belos ? Talvez fui amado e nem dei por isto.
Talvez deixei meu mundo de sonhos transbordar pelas fantásticas horas em que me via ainda criança. Não ! Não são as imagens e nem são os sons que me remetem a quem ou ao que amo! Tudo é saudade e melancolia de opostas coerências.Volto ao quarto e deparo-me com o intervalo nulo de ir ao bar de Mário e rodar e rodar cantarolando pelas ruas em busca de mais de mim. Assim me pus em estar alheio aos sérios desejos do sertão e apresentei-me puro e simples à amada cidade.Eis o dilúvio de sentidos e calores das margens do rio e das noites na praça da Bandeira.


Manaus-AM/Fevereiro/2007

Poesia publicada em 05/03/2007

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