Está firme e inteira
Para quem quiser constatar.
Prestou muito serviço,
Apesar de oferecer risco,
Para quem ia atravessar.
É uma ponte diferente
Das que costumamos observar,
De acordo com a enchente,
Fica submersa até a cheia passar..
Foi construída pelo Ministério da Agricultura,
Na gestão de Dr. Otávio Cabral,
Para facilitar acesso ao campo experimental,
De animais e algumas culturas,
Que precisava ser inspecionado o ano inteiro,
No local conhecido, hoje, como Sementeira.
Quando o Panema enchia,
Muitos não queriam dá a volta,
Por questão de economia,
Então enfrentavam ás águas revoltas
Nessa arriscada travessia
Meninos afoitos serviam de guias,
Sempre dispostos , por alguns tracados ,
A conduzir aventureiros na travessia.,
Com muita dificuldade para não serem arrastado.
Me recordo como agora,
Dos meus tempos de guri,
Dos inúmeros banhos que tomei ali..
Das caneladas nas pedras pela correteza afora,
Dos mergulhos atravessando bueiro,
Das fisgadas nos beiços dos lambaris.
Da alegria e da algazarra o tempo inteiro.
Ponte da Semeiteira,
Lugar de menino arteiro,
Fez parte da minha infância,
Era um dos lugares prediletos
Dos meninos irrequietos,
Daquela circunvizinhança
No meu tempo de criança.
Sidrolândia, Janeiro de 2007
Poesia publicada em 26/02/2007
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