Nunca houve um músico como Orfeu, que cantava canções, inspiradas pelas musas, com uma lira que lhe foi dada por Apolo. A magia de sua música era realmente tão forte que a própria natureza possuía seu balanço. Não apenas as rochas e os riachos repetiam suas trovas como até as árvores se desarraigavam do solo para seguirem-no em comboio, e as feras selvagens da floresta amansavam e lhe faziam festa quando tocava e cantava.
Mas de todos que ouviam encantados suas incomparáveis toadas, nenhum mostrou tamanho deleite quanto a jovem e doce Eurídice, recém-casada com o exímio cantor. Hora após hora, sentava-se aos pés do esposo, atenta à música de sua voz e da lira, e os próprios deuses devem ter invejado o casal feliz.
E decerto algum deus os enxergou com os olhos da inveja. Pois num dia maligno, passeando com suas criadas pelos campos floridos, Eurídice, foi picada no pé por uma víbora e consumiu-se em toda a sua beleza antes do sol se pôr.
Então Orfeu, transtornado em sua angústia, jurou que a própria morte jamais deveria roubá-lo de seu amor. Suas músicas, que podiam amansar feras selvagens e arrancar de suas raízes árvores seculares, deveriam subjugar as forças do inferno e retomar Eurídice de suas garras.
Neste momento ele jurou, clamando aos deuses que o ajudassem; e, pegando nas mãos sua lira, iniciou a jornada na temerosa romaria da qual nenhum homem - exceto Hércules, que era um herói, metade homem e metade deus - retornou vivo.
Clique Aqui e leia o artigo completo
Blogs: Orfeu e Eurídice
LiteraturaJoão Neto Félix Mendes - www.apensocomgrifo.com 01/04/2026 - 16h 10min Reprodução www.apensocomgrifo.com
Adaptada de V. C. Turnbull, da mitologia grega
Comentários