Colunistas: A FLORA DA PAIXÃO

Literatura

Fábio Soares Campos

Ao contemplar as elevações rochosas que circundam nossa cidade, percebemos a diferença do que vemos hoje, em relação ao que víamos alguns dias atrás. “São as águas de março fechando o verão.” Como sabiamente versou o saudoso poeta e intérprete Tom Jobim. A exuberante e vistosa vegetação do sertão levou-me, a refletir. Em especial, sobre o cenário da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, a dois mil anos na terra santa.

No Evangelho desta segunda-feira[30], segundo dia da semana Santa, cita: “Maria tomando quase meio litro de perfume de nardo puro e muito caro, ungiu os pés de Jesus e enxugou-os com os seus cabelos [ Jo 12:3-4]”. O nome científico do vegetal nardo é: Nardostachy jatamansi essa planta herbácea pertence a família das valerináceas, é nativa das regiões montanhosas do Himalaia. Seu óleo essencial e aromático é utilizado na medicina tradicional. De fragrância amadeirada se aproximam dele, o “Million” de Paco Rabanne, e “Boss Bottled” de Hugo Boss.”

“Tomaram ramos de palmeira e saíram-lhe ao encontro, e clamavam: Hosana! Bendito o que vem em nome do Senhor! Bendito o rei de Israel! [Jo 12:13]” Algumas bíblia também chamam essa planta de “palmas”. A palmeira bíblica é frequentemente referida como “Tamar” no hebraico. É mencionada como símbolo de vitória e prosperidade, associada a eventos importantes, como a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, e a festa dos tabernáculos.”

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