Não consta que Lampião e seu bando tenham estado em Limoeiro. Nem mesmo Pão de Açúcar, a sede do município, teve o desprazer de receber a visita do famigerado bandoleiro.
Entretanto, a pequena Vila não ficaria imune à presença de alguns dos seus asseclas, ainda que não se tenha registro de atos de maior gravidade, como agressões e atentados contra a vida de qualquer morador.
Há relatos de que, em data imprecisa, alguns cangaceiros chegaram a Limoeiro. Um deles teria se postado no final da Rua de Baixo, próximo à cancela da lagoa da igreja. Em meio à tensão provocada pela indesejável presença, uma pessoa gritou:
- Maria do Ouro!!!
O nome do precioso metal chamou a atenção do bandido, que comentou com o comparsa:
- Essa mulher deve ser muito rica!! ...
Não era. Dona Maria do Ouro possuía poucos bens, a exemplo da maioria dos que ali viviam. “Maria do Ouro” era apenas um apelido dado, pelos motivos que ignoro, a Maria Umbiliana Rocha Lisboa[i].
Essa ocorrência seria, talvez, aquela a que se refere uma reportagem do jornal Gazeta de Alagoas, de 26 de novembro de 1935. No dia 15 de novembro daquele ano, uma sexta-feira, um grupo chefiado por Mariano visitou a Vila Limoeiro.
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LiteraturaEtevaldo Amorim 22/03/2026 - 17h 10min Érico Abreu.
A Vila Limoeiro, em 1981. Foto: Érico Abreu.
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