Colunistas: FEIRA CENTENÁRIA - por Antonio Machado

Literatura

Por Antonio Machado

Imagem da Feira Livre de Olho d´ Agua das Flores em 25/05/2020 com redução devido as medidas tomadas para conter o novo coronavírus.

Dentro do projeto que me propus a fazê-lo, aqui está á conclusão da história da feira livre centenária de Olho d'Água das Flores. Questiono-me, talvez, como se fazer contar escrevendo uma história e 100 anos ( 1920 - 2020), dentro de um espaço tão restrito. Acertadamente, alguém disse que : fácil é dizer muito com muitas palavras, porém, difícil, é dizer muiro com poucas palavras, pois é isto que estou aqui tentando fazer. Inicialmente tentei escrever um escôrço narrando toda saga da feira livre que se realiza semanalmente na cidade envolvendo a população do município onde tudo se comercializa, a feira livre é a festa do povão, onde tudo acontece. Arvorei-me com meu ideal que esse parecia sublime, nesse escôrço, focalizaria todos os fatos, mudanças ocorridas, as toldas do meio da rua vendendo miçangas, sarapatel, cachaça, Brilhantina Zezé, Roial brilhar,Pó-de-joana, garrafada, cuscuz, a gandaia, o o tanque novo, os carros de boi, que possuíam chapas como veículos, a valentia do soldado Tinteiro, que andava montado nos presos (caso contado ao cronista por Manoel Joaquina) as peripécies de Zé Furrundungo, o estrevolim de Zé Vergíneo, os xexos das puaras, os poetas de cordéis cantando no repicado da viola no meio da feira, as brigas no cabaré por causa da gata mais bonita, a imposição severa do governo municipal de Santana do Ipanema na cobrança dos impostos, as mortes misteriosas ocorridas na feira, a feira das panelas que durou 80 anos, a proza atrás da porta nas budegas , a afeira do gado, e tanta e tantas coisas que ocorreram nesses 100 anos, que o tempo levou, e quase nada ficou registrado, mas, meu leitor se é que me dou o direito de possuir um leitor sequer, tudo planejei escrever, e tudo veio por terra, morrem meus ideais, meus planos, concluo estas bibilhotíces com esta frase velha : quem muito abraça, pouco aperta.

Clique Aqui e veja a crônica completa

Comentários