Fugindo talvez, á regra das minhas costumeiras crônicas semanais, e em sendo admirador da poesia, aventurei-me a escrever estás mal traçadas linhas, como se dizia nos “patrazmente” da história, em breve “palavrório” sobre a arte de ser poeta. Não sou poeta, mas admirador daqueles que praticam a poesia trazendo no seu cerne a beleza poética, encontrando a poesia nas palavras, e justamente, é nos vocábulos que se encontra o néctar da poesia, da beleza que encanta o poeta, escreveu o poeta: “poeta é quem ver poesia nas flores/e olha a vida por um caleidoscópio de cores/poeta é quem tem imaginação/e sabe que os olhos da alma/são as janelas do coração”.
O que é mais difícil, ser poeta ou escritor? Dentro de minha ínfima capacidade de entender, acho que ser poeta é mais difícil, embora, hoje, muitos os são, todavia sem as regras corretas que a poesia requer, o poeta nasce, e o escritor se faz.
Questiono-me, será que todo o escritor é poeta? Talvez sim, talvez não, porém todo poeta pode ser escritor, mas nem todo escritor pode ser poeta.
Houve na minha cidade, a bucólica Olho d’Àgua das Flores, um concurso de poesia a nível do curso médio. Cerca de trinta estudantes participaram do certame, o tema era livre. Por ironia do destino, participei como jurado, com malgrados conhecimentos mesmo sem ser poeta, e mais, os demais jurados, nenhum entendia sequer, da pedra angular da poesia, que é a metrificação. Apresentados os trabalhos poéticos literários, somente dois participantes metrificaram as estrofes de quatro versos, avaliei somente a metrificação, deixando a versificação, concordância verbal e outros atributos gramaticais inerentes a poesia, ambos vencedores descendem de poeta.
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Literatura: DE BRAÇOS COM A POESIA
LiteraturaPor Antonio Machado 08/06/2020 - 10h 38min Reprodução Internet
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