Faz poucos dias, vi na televisão reportagem sobre o problema do desmatamento no Brasil, a partir da floresta amazônica até a mata atlântica brasileira, ao longo do seu litoral.
Os técnicos, no particular, tratavam desse crescente desastre ecológico, às vezes até criminoso, outras vezes por ignorância de causa, o desmatamento, que prejudica rios, riachos, quedas d’água, nascentes e até lençóis freáticos. Sério alerta. Com efeito, o fato, em futuro não muito longe, será capaz de causar sérios danos ao meio ambiente. Se nada for feito que possa impedir essa corrida desenfreada, fatalmente haverá falta d’água em capitais, em grandes centros populacionais e em regiões do país afora, sobretudo nas comunidades do interior nordestino.
Essa observação técnica, a meu ver, é válida, porque rios, riachos e antigas fontes perenes estão desaparecendo, morrendo, secando, como acontece, por exemplo, com o rio Ipanema, o riacho Gravatá e o minadouro do pé da serra do Gugy, no município de Santana do Ipanema, sertão de Alagoas. Estão sendo desmatadas reservas de matas virgens, que eu ali conheci quando menino. Parece-me que, no meio rural, existe uma ânsia desesperada de ampliação de áreas para formação de novos roçados, de novas lavouras.
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Colunistas: PORTO DA ÁRVORE AMARELA
LiteraturaPor Djalma de Melo Carvalho 05/06/2020 - 11h 40min Reprodução Internet
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