MEU AMIGO VIOLÃO

Crônicas

Por Remi Bastos

Um dia quando eu não puder mais te abraçar e ouvir de tuas cordas o gemido da paixão; de silenciar minha voz aos teus acordes confessando em Minh' alma a pureza de um amor findo; um dia quando na solidão do meu derradeiro momento eu balbuciar o teu nome e num esforço sofrido tentar segurar-te em meus braços e não sentir mais as tuas vibrações varrendo o meu peito, aí chorarei no silêncio da saudade as lágrimas que restaram dos nossos doces momentos, meu amigo violão. (Remi Bastos).

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