Nem tudo é militância. Nem todo lugar é espaço de discurso.
A lacração cotidiana virou vício: grita, performa, aponta dedos — e entrega pouco.
Representatividade não é obrigação coletiva de validar penteado, roupa, linguagem ou gosto pessoal. Liberdade é escolher ser quem você é. Imposição é exigir que os outros aplaudam.
Empresa não é extensão da identidade de ninguém. Não é confessionário, não é tribuna e muito menos vitrine ideológica. Empresa tem dono, regras, cultura e imagem. Quem entra se adapta. Quem não aceita, sai. Simples.
Quer um exemplo básico? Uniforme. Ninguém entra em campo querendo jogar “do seu jeito”. Quem não veste a camisa, fica fora do jogo.
Isso não é racismo. Não é preconceito. Não é exclusão.
É alinhamento profissional.
Em entrevista de emprego, a empresa não quer saber da sua luta pessoal. Quer saber se você é capaz, disciplinado e disposto a representar a marca. Quando alguém troca preparo por discurso e competência por performance, o resultado é previsível: reprovação.
O mercado não recompensa militância. Recompensa resultado.
Você é livre para ser quem é.
Mas no trabalho, você representa o que foi contratado para representar — ou não representa nada.
E essa é a parte que incomoda.
Pe. José Neto de França
Sacerdote, Nutricionista Integrativo e Escritor
Comentários