A Lua
Linda,
Sabedora de ser inspiração
Para os poetas,
Mas necessitada de luz,
Oferece-se ao sol
Para que, banhando-se de seu luzeiro,
Na calada ou na turbulência da noite,
Com toda sua “magia”
Insinue-se para a selva
De pedra…
Enquanto esta,
Indiferente à insistência da lua,
Mesmo banhada por seu reflexo,
A ignora…
Entre uma e outra,
Resta ao poeta
Registrar essa paixão
Não correspondida…
Mas, mesmo diante de sua indiferença,
A lua continua a brilhar.
Seu amor silencioso e persistente
Faz ecoar os sentimentos mais profundos,
Transformando a dor da rejeição
Em versos que bailam sob sua luz.
Assim, a paixão do poeta
Se torna eterna,
Uma ode à beleza efêmera
De amores que nunca vão acontecer.
Enigmas da vida!
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