“NÃO É A VIDA QUE É CURTA, É O DESPERDÍCIO QUE A ENCURTA”, escreveu Sêneca, há quase dois mil anos, e sua frase continua mais atual do que nunca. Vivemos tempos em que muitos dizem querer “viver o agora”, mas poucos compreendem o verdadeiro sentido dessa atitude. O presente não é um convite à fuga, e sim uma oportunidade de viver com profundidade, consciência e gratidão.
No Brasil, porém, esse desejo de viver o momento muitas vezes se confunde com irresponsabilidade e falta de propósito. Muitos preferem o prazer imediato, a superficialidade das aparências e a pressa do consumo, esquecendo que cada escolha de hoje molda o amanhã. Assim, o tempo — que poderia ser fértil — se perde em distrações, vícios e em uma constante sensação de vazio.
Sêneca nos ensina que a vida não é curta, mas sim mal vivida. Quando aprendemos a dar sentido ao que fazemos, a cultivar relações verdadeiras e a agir com consciência, percebemos que o tempo é suficiente. Viver bem o presente não é ignorar o futuro, mas preparar, com sabedoria e responsabilidade, o caminho para que ele seja digno de ser vivido.
Pe. José Neto de França.
Sacerdote, Escritor e Nutricionista Integrativo.
Comentários