“Abacateiro, acataremos o teu ato/ Nós também somos do mato, como o pato e o leão/ Aguardaremos, brincaremos no regato/ Até que nos tragam frutos, teu amor teu coração/ Abacateiro, teu recolhimentoé justamente/ O significado da palavra temporão/ Enquanto o tempo, não trouxer teu abacate/ Amanhecerá tomate e anoitecerá mamão. Música: composição e interpretação: Gilberto Gil, do Álbum “Refazenda” - 1975.”
Já estamos com os dois pés no mês de junho. Um mês cheio de musicalidade, e de tradições nordestinas. Ao relembrar dessa música de Gilberto Gil, uma pergunta não quis calar: o artista está se referindo, ao pé de abacate [Persea americana], ou ao vendedor do fruto? Aqui mesmo na internet, buscamos a resposta: “Refazenda”, na composição Gilberto Gil utiliza o abacateiro como símbolo central para falar sobre, tempo, maturação e respeito aos ciclos da vida. Ele destaca que cada coisa tem seu momento certo para acontecer, e que a espera faz parte do processo natural. Gil, se coloca como “parceiro solitário” do abacateiro, mostrando sua conexão com a natureza[...] seu retorno as raízes nordestinas e a busca por renovação artística. Fonte: letras.mus.br
Doravante, aprendi, que ao pesquisar, preciso buscar mais de uma fonte de informação. Por quê? Descobri que as I.As. são ambíguas, elas costumam generalizar. Vejam o que me responderam: “O abacateiro é a planta que produz os frutos [...]. Portanto, a resposta correta é o abacateiro, é quem vende o fruto. Fonte: copilot search.”
Um influencer digital, não recordo o nome, na sua página do Instagram, fazia significativa reflexão sobre alimentação saudável, em especial, as frutas. Num colóquio pra lá de interessante, comparava frutas e legumes, a órgãos do corpo humano; a semelhança entre órgão e o formato do fruto, indicava que beneficiaria àquele órgão. Exemplos: Brócolis: Bom pros alvéolos pulmonares; Repolho: Bom para o cérebro; Quiuí [Kiwi]: pra íris dos olhos. O Pesquisador aí, que me desculpe, mas, a nossa forma de olhar vai mais além. Observo a neologística, e um tanto a sensoperceptiva. Por exemplo: O repolho, pelo nome que tem, devia ser bom pros olhos; Brócolis, pelo fato de parecer com algas marinhas, devia ser bom pra peixe; o Quiuí, diz é bom também, pra prisão de ventre. Nesse caso deu certo, pois, ao ser cortado ao meio, interiormente se parece com um ânus.
Etimologia do nome “Abacate”. O termo vem de Náuatle, dialeto indígena mexicano, cuja raiz seria, “ahuacati”, traduzido literalmente significa “testículo”, em referência à forma do fruto e ao seu simbolismo de fertilidade nas culturas mesoamericanas. Fonte: copilot search.
Ainda contagiado pela musicalidade, vamos de mais música nesta crônica. “Enquanto eu corria assim, eu ia, lhe chamar/ Enquanto corria a barca, lhe chamar/ Enquanto corria a barca/ Por minha cabeça não passava/ Só, somente, só/ Assim vou lhe chamar, assim você vai ser.” “Preta, pretinha”, é uma canção do grupo da MPB “Novos Baianos” lançada em 1972, no álbum “Acabou Chorare”. A música, conta um episódio romanesco vivido pelo compositor Luiz Galvão [1935-2022]. Durante estadia no Rio de Janeiro, do grupo Novos Baianos, Galvão teria conhecido uma garota, que morava em Niterói. Pra chegar a sua casa tinha que ir de barca. A ponte Rio - Niterói, só seria inaugurada em 1974. Os dois estavam decidos ficarem juntos. Ao voltarem, em plena barca, a moça desiste do namoro. Aí, não deu outra, ele acabaria compondo essa canção.
“Laiká, nóis Láika, mas money qué Good nóis num have/ Mulher e praia, automóvel e telefone, tá tudo na mão/ Se você tem um tal de Money/ E nas vitrines o preço, é que não me agrada/ Entro no mercado, deixo tudo e não levo nada/ Sou fã de Bethania, Caetano, Gil e Gal/ E não ter seus discos, pois me falta o principal.” Essa música “Laiká, nóis Láika”foi gravada pela Banda: “Ponto e Vírgula”, em 1975, composição: Marcelo Cand/ Tukley. Pela época em que foi gravada, dá pra perceber, que os autores são pioneiros, nesse estilo de brincar com as palavras em outro idioma. O aportuguesamento de termos em inglês, a irreverência, a ironia retratada, com relação ao estilo americano de ser [ainda hoje, muito em alta]. A caristia, a inflação, o baixo poder aquisitivo, do povão, desde aquela época. Tudo isso já não era novidade. E já se vão, mais de meio século.
EBOLA [Ébola] Doença hemorrágica, causada por um vírus da família “Filoviridae”. Identificado pela primeira vez em 1976, após surto simultâneo no Sudão, e na República Democrática do Congo, esta última, em uma região situada próximo ao Rio Ebola, que acabou dando nome a doença. Origem: incerta, algumas fontes atribuem a morcegos frugívoros. Etimologia do termo “Ébola”: Línguas neolatinas; “Ebola”: Línguas anglo-saxônicas: O termo vem de “bundbugyo” dialeto congolês, cuja tradução raiz, seria: “Tempestade”. A taxa de mortalidade chega a 90%, dependendo da virulência da cepa, do sistema imunológico do paciente, e das condições de saúde da população nos locais afetados, por um surto. Ao contrário do que dizem, não é um vírus extremamente contagioso. A transmissão entre humanos se dá por contato com sangue, ou secreções infectadas, tais como urina, fezes, ou vômito. Fonte: search copilot/ mdsaude/dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2).
A partir desta crônica queremos inaugurar um parágrafo com o título: Palavras Estranhas que vão surgindo, e vamos Incorporando ao nosso Vocabulário. COMBO. Vamos aos fatos: Como este termo chegou a minha pessoa? Lá estava eu, à casa. Através de aplicativo do telefone móvel, watsapp, pedi a uma distribuidora, que atendia “delivery” [esse termo já sabemos o significado; do inglês: entrega à domicílio], dois botijões de água mineral. Ao receber o pedido, o rapaz falou: “Se o senhor tivesse pedido “combo”, teria ganhado um desconto.”
Foi só o rapaz sair, e fui buscar o significado do que seria “Combo”. E se o “Combo” dele fosse “Kombo”, com “k”? Na dúvida pesquisei os dois termos: ‘Kombo: substantivo masculino, equipamento único capaz de desempenhar variadas funções; “Combo” adjetivo: em formato côncavo, curvo, curvado; do Espanhol: pequeno grupo de músicos; Regionalismo: Moçambique “Changana Khombo”: infortúnio, desgraça; do inglês, “Combo” subst. forma reduzida de “Combination”[do inglês] , tradução pro português “Combinação”.Fonte: dicio.com
Desde já agradeço a lexicógrafa, senhora Débora Ribeiro[dicio.com], que nos proporcionou toda essa verborrágica gama de conhecimento. Não era grupo musical, nem infortúnio nenhum. Isso mesmo, se eu tivesse feito um pedido “Combo”, ou “Combination” de água mineral com botijão de gás, teríamos ganho [também está correto assim], o tal desconto. Ficou pra próxima ocasião.
Curiosidade sobre o plural de substantivos compostos. Você acertaria fazer o plural de “Pôr do sol”? Expressões formadas por substantivo, mais preposição, mais complemento, apenas o primeiro termo se pluraliza, portanto, o correto é: “Pores do sol”. Assim como: copos d’água; pés de moleque; cães de guarda; casas de praia. Ah! No caso do pôr do sol. Não se usa hífen, o acento circunflexo (ô) usa-se apenas no singular.
Na noite do último sábado do mês de maio (30), na Câmara de Vereadores de Santana do Ipanema, aconteceu, mais uma reunião festiva da ASLCA – Academia Santanense de Letras, Ciências e Artes, pela passagem do seu 14º aniversário. Na ocasião, foram empossados 3 novos acadêmicos efetivos: Shyko Farias [Tamanquinho]; Verônica Araújo, e Goretti Brandão. A acadêmica Verônica Araújo, foi também condecorada com a Comenda Breno Accioly.
Pausa para reflexão. Já dizia meu amigo, escritor, e historiador Marcelo Fausto: “Se a vida lhe der limões, faça limonada; se der goiabas faça goiabada; se lhe der um cágado...Me dê, de presente.”
UM POUCO DE HUMOR
FILOSOFIA BARATA
E SE: A VITÓRIA RÉGIA Perde! Ela Vira Uma DERROTA-RÉGIA?
POR QUE SE DIZ: “BORRIFADOR Se Não Borrifa a DOR?
POR QUE SE DIZ: “MORREU de Bala PERDIDA? Se a bala Não se Perdeu?
PIADA DA VIDA REAL
Um Fazendeiro ia com sua Caminhonete por uma Estrada. Ladeando uma imensa plantação de Milho. E vê um Sujeito roubando Milho. Já enchera umas 6 Sacas de Espigas. O Fazendeiro encosta; e sem descer, Nem desligar o carro, Pergunta em Alta voz:
-Quem lhe Autorizou pegar Esse Milho Aí?
- Ninguém não Senhor!
-Pois Coloque Tudo Encima da Caçamba!
Depois que terminou, o fazendeiro Perguntou:
-Você sabe de Quem é Essa Roça?
-Não.
-Nem eu. E foi embora.
O Problema da África, é o ÉBOLA. No Brasil, [Mais especificamente na Seleção Brasileira]O Problema: É BOLA!
BEM-VINDO MÊS DE JUNHO!
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