O dom das letras vai surgindo ao longo da vida, com os sabores e dissabores da existência. Como escreveu o imortal Jorge de Lima, alagoano e médico: “Na vida encontramos de palmo em palmo um espinho, e de légua em légua uma flor”.
Os obstáculos que se sobrepõem em nossas vidas, às vezes, parecem intransponíveis, cabendo a cada um envidar os esforços necessários para aplainá-los, dando a volta por cima, porque não se chega ao pódio por um caminho de flores.
Os filhos trazem os genes dos pais, especialmente o talento. Percebo essa virtude inexorável em Jorge Duarte, descendente dos Abreus, fundadores desta cidade, filho da talentosa professora Maria Inês Duarte e de Alenoir. Ela tinha o talento de escrever belas páginas literárias que encantavam quem as lia.
Jorge Duarte é muito inteligente, passando em todos os concursos a que se submeteu, sempre granjeando relativo sucesso, a exemplo do Banco do Brasil, Caixa Econômica, Banco do Nordeste e outros, chegando à gerência do BB em duas oportunidades, porque trouxe a inteligência do pai e o talento das letras da mãe, constituindo-se num aglutinador de palavras.
Exerceu o cargo de vereador, secretário de Assistência Social e presidente da Casa da Cultura Professor Valdemar Farias Abreu, onde deixou o lastro de objetos e trabalhos naquela casa.
Uma vez aposentado do BB, vem se dedicando às letras, recebendo sempre os encômios merecidos.
O dia 19 de agosto é dedicado ao historiador, e Jorge Duarte, dentro de sua inteligência, escreveu e postou um artigo carregado de substantivos e adjetivos sobre a minha humilde pessoa, percebendo em mim um historiador, aglutinando algumas belas palavras. Sou-lhe, Jorge, gratíssimo pelas gentis palavras dirigidas a mim.
Jorge, se sou historiador, é da minha cidade, e este texto de sua fecunda lavra certamente fará parte, com destaque, do meu livro, que estou escrevendo e pretendo publicar em 2027.
Machado de Assis, fundador da Academia Brasileira de Letras (ABL), em 1897, escreveu: “Os substantivos passam, mas os adjetivos ficam”.
Como disse atrás, a vida tem seus dissabores, e você, Jorge Duarte, não fugiu deles. Enfrentou-os com galhardia e altivez. No quesito amor e trabalho, superou a todos, merecendo, deveras, uma segunda chance.
Sua primeira esposa faleceu, cabendo aqui o sábio aforismo do escritor José de Alencar, em sua obra Iracema, quando escreveu: “O amor de Iracema é como o mel da jatíca no tronco da angiroba, tem o amargor na doçura”.
E você, Jorge, experimentou esses dissabores, mas não se deixou quebrar. Por ser jovem ainda, casou-se em segundas núpcias, vivendo bem com sua família.
Atualmente, exerce um cargo de confiança do gestor José Luiz dos Anjos, da cidade.
Finalmente, Jorge Duarte, pela amizade e admiração que sempre lhe devotei, respaldado em seu trabalho, agradeço-lhe por tudo. Juntos, vamos mostrar, através das letras, porque o mais importante é o que a história conta e nós escrevemos para os próceres, como escreveu o Marquês de Maricá:
“A história é a biografia da humanidade.”
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