Colunistas: Enfim, o inverno de 2025 chegou ao fim

Literatura

Antonio Machado

Estou escrevendo dentro do sertão, do polígono da seca do município de Olho d’Água das Flores, do cantado, decantado e sofrido Estado das Alagoas.

A história dos homens nos mostra claramente que as secas têm sido sua companheira inseparável, no seu palmilhar na face da Terra. O mundo a partir da década de 1970, parece ter tomado uma nova dimensão, mormente, no Nordeste, quando os invernos têm sido inconstantes, prejudicando sensivelmente a agricultura, ponto básico da sobrevivência humana e afetando tanto a vida animal quanto a vegetal.

Os invernos fracos e pífios têm gerados as secas periódicas, forçando o agricultor, o homem do campo, na maioria das vezes, sendo empurrado de seu habitat, engrossando as filas da pobreza nas cidades, este ano muitos agricultores, plantaram sequer, um pé de feijão, alguns optaram em plantar milho para fazer silagem para seus rebanhos, enquanto a palma forrageira foi no passado a redenção da agricultura na região sertaneja, e hoje é objeto de luxo, face a falta de chuva a palma não subsiste as secas, somente os grandes fazendeiros possuem algumas reservas desse cacto, valendo-se do bagaço da cana como ração trazido da zona canavieira do Estado, que também vem se ressentindo com a falta de chuva, valendo-se do sistema de irrigação, quando se sabe que Alagoas está inserida num plano da bacia leiteira.

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