Blogs: Bom Emprego de Capital (Encanar água da Serra do Poço para Santana do Ipanema, 1938)

Literatura

João Neto Félix Mendes - www.apensocomgrifo.com

Furna da Onça, trecho da Serra do Poço

Tenho um certo pressentimento de que os leitores do JORNAL DE ALAGOAS, que leram as minhas correspondências de 30 de junho e 14 do corrente, publicadas nos jornais de 5 e 15 do andante, em cujos finais fiz uns comentários com as epígrafes "Luz" e "Enfermo sem remédio", respectivamente, mantêm uma certa ojeriza ao meu método de aparente parcialidade.

Não tenho apaixonamentos quando reivindico direitos em bem coletivo. Esta cidade tem uma avalanche de casos a resolver.

O da “luz”, é o que venho sempre comentando. Mas como, por ora, esta questão é um "enfermo sem remédio", volvo-me agora para a pobreza, ou melhor, para falta total de água de que constantemente sofremos aqui.

A aquisição de água nesta cidade, é feita por três meios, resultando todos em prejudicar a saúde da população.

O primeiro, ou melhor o primitivo, é a execução, na areia do Ipanema, de grandes fossos aos quais se denominam "cacimbas". Tais fossos, só dão demonstração de precioso líquido depois de já estarem muito profundos. A água que delas se obtém é tão boa como qualquer salmoura. Sendo o Ipanema um rio que permanece seco e em cujo leito vão repousar os excrementos das sentinas da cidade, não pode a água de tais "cacimbas" ser pura quando filtrada por uma areia impregnada de tantas imundícies.

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