Segundo informações da Wikipédia enciclopédia livre, “os dados biográficos que sabemos sobre os pais de Maria foram legados pelo protoevangelho de Tiago, obra citada em diversos estudos dos padres da igreja oriental, como Epifânio e Gregório de Níssa.
Sant'Ana, cujo nome em hebraico significa graça, pertencia à família do sacerdote Aarão e seu marido, São Joaquim, pertencia à família real de Davi.
Seu marido, São Joaquim, homem pio fora censurado pelo sacerdote Rúben por não ter filhos. Mas Sant’Ana já era idosa e estéril. Confiando no poder divino, São Joaquim retirou-se ao deserto para rezar e fazer penitência. Ali um anjo do Senhor lhe apareceu, dizendo que Deus havia ouvido suas preces. Tendo voltado ao lar, o casal se encontra à porta dourada de Jerusalém e, algum tempo depois, Sant’Ana ficou grávida. A paciência e a resignação com que sofriam a esterilidade levaram-lhes ao prêmio de ter por filha aquela que havia de ser a Mãe de Jesus.
Os autores medievais vêm no seu beijo casto no encontro na porta dourada o momento da imaculada concepção de Maria. Segundo outras versões, preferidas pelos dominicanos e outros maculistas, não há nenhuma sugestão de que Maria tenha sido concebida de outra forma que não a biológica normal após a reencontro dos seus pais.
Eram residentes em Jerusalém, ao lado da piscina de Betesda, onde hoje se ergue a Basílica de Santana; e aí, num sábado, 8 de setembro do ano 20 a.C., nasceu-lhes uma filha que recebeu o nome de Miriam, que em hebraico significa "Senhora da Luz", passado para o latim como Maria. Maria foi oferecida ao Templo de Jerusalém aos três anos, tendo lá permanecido até os doze anos.
Pelo texto caverna dos tesouros, atribuído a Efrém da Síria, Ana (Hannâ) era filha de Pâkôdh e seu marido se chamava Yônâkhîr. Yônâkhîr e Jacó eram filhos de Matã e Sabhrath. Jacó foi o pai de José, desta forma, José e Maria eram primos.
São João Damasceno, ao escrever sobre o natal, deixa claro que São Joaquim e Santa Ana são os pais de Maria.
A devoção aos pais de Maria é muito antiga no oriente, onde foram cultuados desde os primeiros séculos de nossa era, atingindo sua plenitude no século VI. Já no ocidente, o culto de Santana remonta ao século VIII, quando, no ano de 710, suas relíquias foram levadas da terra santa para Constantinopla, donde foram distribuídas para muitas igrejas do ocidente, estando a maior delas na igreja de Sant’Ana, em Düren, Renânia, Alemanha.
Seu culto foi tornando-se muito popular na idade média, especialmente na Alemanha. Em 1378, o papa Urbano IV oficializou seu culto. Em 1584, o papa Gregório XIII fixou a data da festa de Sant’Ana em 26 de julho, e o papa Leão XIII a estendeu para toda a Igreja, em 1879. Na França, o culto da mãe de Maria teve um impulso extraordinário depois das aparições da santa em Auray, em 1623.
Tendo sido São Joaquim comemorado, inicialmente, em dia diverso ao de Sant’Ana, o papa Paulo VI associou num único dia, 26 de julho, a celebração dos pais de Maria, mãe de Jesus.”
Clique Aqui, veja fotos históricas e leia o texto completo.
Festividades a Senhora Sant'Ana - hino e devoção à padroeira dos santanenses
LiteraturaPor João Neto Félix Mendes - www.apensocomgrifo.com 21/07/2025 - 18h 10min Reprodução www.apensocomgrifo.com
Foto: Imagem primitiva de Senhora Santana trazida pelo Padre Francisco Correia em 1787. Escultura restaurada
Comentários