O genial escritor colombiano Gabriel García Márquez (1927-2014), em seu livro Amor nos Tempos do Cólera (Editora Record, 7ª Edição, 1985), página 113, tratou de “lucidez perversa da nostalgia”.
Nostalgia remete-nos ao significado primoroso da saudade, da lembrança, da reminiscência, da memória, instrumentos peculiares ao lidar do cronista na produção dos seus textos literários.
Nesse barco estou sempre nele a ingressar, quando trato de passado. Assim chego ao registro feito no meu livrinho de anotações, de recordações dos famosos e históricos bailes do Clube Fênix Alagoana, em Maceió, do final da década de 1970. Por esse tempo, o saudoso médico Isaac Carvalho Nascimento dirigia de forma revolucionária o centenário clube social alagoano, como seu presidente.
Transferido de Santana do Ipanema, cheguei a Maceió no final de 1976. Colegas do Banco do Brasil tratavam, então, com entusiasmo e descrições invejáveis do carnaval de 1977. Deixavam-me, assim, acreditar impossível chegar-se a sócio do clube da fina flor da sociedade alagoana. Nos bailes, era tarefa difícil o adquirir ingresso ou reserva de mesas, ante longas filas que se formavam nas dependências do clube.
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Colunistas: CARNAVAL E REI MOMO
LiteraturaPor Djalma de Melo Carvalho 25/06/2025 - 18h 10min Acervo do autor
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