ANIVERSÁRIO DE 149 ANOS

Literatura

Por Marcello Ricardo Almeida

O rio que corta como faca com sua água e corta o rio com a sua água escura de lâmina escrevendo páginas na história de Santana. Padre Francisco Correia substitui as suas cores de Penedo pelo semiárido sertanejo vencendo aroeira-do-sertão, caatingueira, baraúna, imburana-de-cheiro. E no ano de 1812, o padre chega pra morar na velha Ribeira o caboclo e o vaqueiro o amarelo e o mentiroso e o criador de cavalos e o tangedor de burros e o domador de gados colecionador de urros a mulher pia e os filhos o encantador de vento o monarca e o escravo as abelhinhas e o favo o trabalho e a preguiça a liberdade e o látego ouvem as rezas do padre. Padre Francisco faz amizade com povos Fulni-Ô em sua metafísica catequiza em sua catequese esculpe e prega aos habitantes ribeirinhos do médio rio Ipanema Funi-Ô, Kariri, Cajaú, Carijó, Iatê. Em 1838, o Padre Francisco Correia pacificou os sebastianistas conhecidos revoltosos da Pedra do Reino Encantado de Dom Sebastião. Em 1937 o interventor Osman Loureiro decreta chamar uma escola em Santana de Grupo Escolar Padre Francisco Correia; no grupo estudam nomes que honram quaisquer lugares na história do Brasil. Acauã acorda a manhã, e é festa em Santana.

Faz-se a cidade pela festa e a festa faz-se na luz. A alma de Santana é a sua história preservada por seu povo, filhos adotados, legítimos, visitantes, vizinhos.

Lendo Santo Agostinho, encontra-se em Santo Agostinho que a alma é quem governa o corpo. E a festa na cidade é uma espécie de consciência: age com a força que governa as atitudes.

Sentidos físicos e metafísicos são manifestos na festa de Santana nesse período de festa, na cidade. Porque durante as festas afloram as emoções e as decisões que surgem inevitavelmente nos exercícios de criatividade festiva.

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