Ocorriam os anos sessenta, uma nova dança invadia os espaços santanenses infernizando a juventude. Era o Twist com seu ritmo eletrizante que chegava sem pedir licença, armando sua tenda nos espaços da sorveteria Pinguim e nas laterais da Igrejinha do Monumento. Óculo social com lentes escuras, colarinho levantado colado ao pescoço, um tênis conga e o macerado do chiclete bola, caracterizavam os sintomas do Play Boy santanense.
Vez por outra, Ialdo Falcão improvisava um concurso em uma das asas do Pinguim, com prêmios de sorvetes e picolés, para quem dançasse melhor o twist. Em meio aos concorrentes lá estava o Heli por trás de seus óculos Ray-ban com a sua inseparável toalha de rosto presa à cintura, mascando o seu chiclete bola. Dez candidatos concorriam ao sorvete e picolé da Sorveteria Pinguim, procurando conquistar o público com a nova dança. Não deu outra, o Heli mais uma vez levou a melhor, foi o vencedor. Chupou três picolés de imbu e tomou dois sorvetes de abacate com cobertura de gengibre.
Naquela época dois acontecimentos atanazavam as cabeças dos jovens santanenses, ainda em formação: o Twist e as visitas aos cabarés para aperfeiçoar a arte de dançar, além de outros predicados. Alguém soprou no ouvido do Heli, que Olegário, proprietário de um pequeno bordel, estaria realizando em seu salão um concurso de dança, especificamente, o Twist. Heli respondeu “Tô nessa”! Procurou saber apenas o horário do concurso, uma vez que o local era bastante conhecido.
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HELI, O FENÔMENO DO TWIST NO SALÃO DE OLEGÁRIO
LiteraturaPor Remi Bastos Silva 04/06/2021 - 10h 45min Acervo do Autor
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