Colunistas: CONTOS QUE TE CONTO

Literatura

Por Redação com Antonio Machado

Com uma substanciosa dedicatória, recebi um livro da talentosa escritora e confreira, Aparecida Monteiro da Academia de letras de Santana do Ipanema, órgão cultural que pertencemos cuja obra em apreço, intitula-se Contos que te conto. A vertente criativa da escritora está presente em todos os contos da obra.
O livro da professora Aparecida Monteiro não é grande em espessura, mas rico em conteúdo, por isso se torna grande, emergindo de um livreto para um clássico, sendo todo escrito na segunda pessoa do singular, obra primorosa com início, meio e fim, deixando o leitor com desejo de “quero mais”. A coletânea de contos que compõe o livro, remete o leitor questionamentos, porque foi feito por uma lente das letras que sabe empregar a palavra no texto, dando-lhe o sentido exato, primando muito pelos contos lúdicos com sabor de adolescência, focando mais a mais bela fase da existência humana. Contos que te conto é o livro que vai crescendo à medida que o leitor vai lendo, haja vista a autora possuir o dom das letras, dominando-as com certa facilidade na construção dos textos literários, deixando-os enxutos e coesos, propiciando ao leitor bons momentos numa leitura que não se pode parar enquanto não se chega ao fim do conto, tornando a autora imortal, como sentenciava Pitágoras (568 – 470) a. C. “O homem é mortal com seus temores e imortal por seus desejos”, ora, se as letras nos imortalizam, os contos nos perenizam no tempo, contudo, sou daqueles que acreditam que um homem não é imortal, mas o que ele escreve.

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