ASLCA promove Roda de Conversa com o tema: Caminhos, Histórias e Memórias de Santana

Cultura

Por Redação com prof. Fábio Soares Campos

A Comissão de Memória e Patrimônio Histórico da Academia Santanense de Letras, Ciências e Artes iniciou o Projeto de Rodas de Conversas com escritores Santanenses.

A pçrimeira atividade aconteceu na última sexta-feira (14) no auditório da instituição, anexo a Casa da Cultura de Santana do Ipanema e teve como palestrante o professor, historiado e escritor Marcello André Fausto Souza e como mediadora a escritora Maria Goretti Porfírio Brandão.

Com uma plateia seleta formada por estudantes da rede estadual de ensino, mais precisamente,  do curso Ensino médio, turno noturno, da Escola Estadual Padre Francisco Correia e por professores, escritores, pela diretora de Cultura professora Gilcélia, além de jovens da capital alagoana que visitavam nossa cidade prestigiaram o evento.

Utilizando o recurso midiático datashow, o palestrante discorreu sobre aspectos históricos, políticos, econômicos, sociais e religiosos que contribuíram para o surgimento do município de Santana do Ipanema. 

De modo bem descontraído, e grande fluidez, o palestrante abordou temas e fatos documentados que levariam a fundação do município de Santana do Ipanema. Esclareceu sobre algumas denominações que nossa terra teve, desde seu nascedouro até os dias atuais.

Propôs, na sua explanação alguns questionamentos: Qual seria a data certa da emancipação deste município? Seria o que consta da bandeira do município: 24 de Abril de 1775? Ou seria 31 de maio? Citou os vultos históricos que mais contribuiriam para o surgimento de nosso município: a participação dos índio, da tribo Fulni-ô, os irmãos Martinho Vieira e Pedro Vieira Rêgo. A  contribuição de Martinho Rodrigues Gaia. A contribuição da igreja católica e dos padres que por aqui passaram: desde o Padre Francisco José Correia de Albuquerque , passando pelos padres José Bulhões e José Capitulino.

Abriu um parêntese pra falar da importante contribuição de dona Ana Tereza esposa de Martinho Vieira, que por ser devota de Nossa Senhora Sant'Ana, foi a primeira a querer uma imagem da santa na então capela recém fundada da antiga vila da Ribeira do Panema.

Falou sobre o encontro do século vinte (1917)! Ocorrido em Santana, entre Delmiro Gouveia e Manoel Rodrigues da Rocha. A lâmina apresentada era ilustrada com uma chacota criada da época: "Minha mãe o que aquilo que vem assombrando a gente? É o carro de Delmiro com um fogo aceso na frente!"

A chegada da luz elétrica em nossa cidade, vinda de Paulo Afonso - BA. Conta sobre o antes disso que eram as usinas de energia, produzidas a motor de combustão. 

A participação dos gestores, que no início eram chamados de Intendentes.  A  exemplo do prefeito três F.F.F.  Firmino Falcão Filho que construiu a ponte do Padre. O prefeito que prestou homenagem ao jumento e que causou grande polêmica! A contribuição dos prefeitos: Joel Marques, Adeildo Nepomuceno, Paulo Ferreira; a primeira mulher prefeita: Dra Renilde Bulhões.

Os referenciais bibliográficos que descrevem nossa história: o livro do Major Darcy Araújo, "Santana conta sua história"; os renomados escritores do passado Oscar Silva, Brenno Acioly; e os contemporâneos: Djalma Carvalho, Clerisvaldo B Chagas.

As maiores cheia que o rio Ipanema já teve. Nossos pontos estratégicos: Serra do Cruzeiro, Serra do Gugi, riacho Camoxinga. O porquê dos apelidos de alguns locais: Cachimbo Eterno, Maniçoba, Bebedouro, Rua do Sebo, Rua do Velame, e tantas outras denominações pitorescas.

Os quartéis que hoje em dia são escolas! O cemitério que o  Coronel Lucena Maranhão mudou de lugar! O presidente Getúlio Vargas exigiu: Quero Virgulino Ferreira morto! E o povo queria saber: Por que Lampião nunca invadiu Santana?

O palestrante chega  a questionar: Afinal quem fundou Santana? Expôs alguns títulos nascido da cultura popular que nossa terra já teve: " Terra dos Carros de Boi"; "Terra do Feijão"; "Princesa do Sertão". E instiga: E por que não: "Terra dos Escritores"?

A palestra transformou-se num convite a você, santanense nato, ou santanense por adoção, a se fascinar pela história de um povo,  nos últimos 233 anos, lutou com bravura, cresceu se desenvolveu. E hoje  entrega as novas gerações seu legado, para que, de geração em geração, leve  a diante.

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