Literatura: RÉVEILLON - por Carlito Lima

Literatura

Por Redação com Carlito Lima

Palavra francesa, festa de virada do ano com baile e ceia. Em Maceió a festa fica por conta da Prefeitura e alguns hotéis na orla da Ponta Verde, com muitos fogos bonitos soltados à meia-noite.

Nos anos dourados, anos 60, o destaque da passagem de ano era o Réveillon do Clube Fênix Alagoana. Baile chique, a fina flor da burguesia, homens vestidos de smokings pretos, gravata borboleta, faixa na cintura e as maravilhosas mulheres em vestidos de bailes longos cintilantes.

O baile era no salão nobre do clube onde se divertia a juventude bonita. Ao chegar, os abraços de ano novo eram distribuídos em momentos de alegria, beijos, chapeuzinho e apito. Hora de rever amigos que estudavam ou trabalhavam fora da cidade.

Maior animação com as melhores orquestras do Brasil, Tabajara de Severino Araújo ou Casino de Sevilha. Festa chique, muito charme, champanhe e comidinhas. Eu passava nas mesas, dava a primeira volta cumprimentando os amigos e o uísque, Benedito Bentes, Teotônio Vilela, Jorge Quintela, Ardel Jucá, foliões constantes de ano novo. Lá para as duas horas da manhã, anunciavam a rainha da Fênix. As jovens desfilavam informalmente, como se nada quisessem, eram candidatíssimas ao cetro de rainha.

Os metais sinfônicos tocavam belas músicas, casais e namorados dançando de rosto colado no salão. De repente uma batida de bumbo, duas, três, anunciando o carnaval. A moçada e as senhoras de belos vestidos longos e cintados, os homens de smokings caíam no passo, cantando com alegria as marchinhas de Capiba.

“ Mandei fazer um buquê para minha amada, mas sendo ele de bonina disfarçada...o brilho da estrela matutina...adeus menina linda flor da madrugada....”

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